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dc.contributor.advisorGarden, Nanci Câmara de Lucas-
dc.contributor.authorNéto, João Victor Lopes da Silva-
dc.date.accessioned2020-10-15T14:36:52Z-
dc.date.available2020-10-17T03:00:08Z-
dc.date.issued2020-09-15-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11422/13249-
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Rio de Janeiropt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectFotoquímica, Ensino de Química, Filosofia da Ciência, História da Ciência, Thomas Kuhn.pt_BR
dc.titleO paradigma fotoquímico e o ensino de químicapt_BR
dc.typeTrabalho de conclusão de graduaçãopt_BR
dc.description.resumoAs interações da matéria com as radiações eletromagnéticas são ubíquas em todo o Universo. Átomos e moléculas estão constantemente interagindo com fótons e impactando em nossas vidas por via da saúde, ambiente e tecnologias. A Fotoquímica é o ramo da Ciência que se encarrega de estudar as estruturas e as dinâmicas decorrentes da interação da luz com a matéria. De acordo com o físico e filósofo Thomas Kuhn, toda Ciência opera segundo um paradigma e para entender a evolução histórica de uma área é necessário estudar a evolução de seus paradigmas. O estado excitado é o paradigma da Fotoquímica, pois nada faz sentido nesta área sem passar por ele. No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento normativo da Educação Básica nacional, determina que todo cidadão deve aprender sobre alguns fundamentos das interações entre matéria e luz. Neste trabalho, estudou-se o paradigma fotoquímico, analisou-se a evolução histórica desta área no mundo e no Brasil, com ênfase na evolução da área no Rio de Janeiro, e avaliou-se o domínio de conceitos ligados à Fotoquímica de alunos da Licenciatura em Química do Instituto de Química da UFRJ, futuros professores de Química no Ensino Básico. Além disso discutiu-se sobre o letramento científico e sobre o papel dos projetos de extensão na mediação didática do conhecimento científico. Observou-se que a Fotoquímica não tem uma data e um local exatos de surgimento, ela é o resultado de esforços coletivos de cientistas de diversas nacionalidades que viveram em momentos históricos diferentes. No Brasil, o Programa de Cooperação Internacional CNPq-NAS foi o responsável pela criação das primeiras linhas de pesquisa em Fotoquímica e pelos primeiros laboratórios desta área na UFRJ e na USP. No Rio de Janeiro, o professor David E. Nicodem foi quem deu origem a uma grande árvore genealógica fotoquímica carioca e o seu laboratório continua ativo há 50 anos. Através de um questionário, 46 alunos tiveram seus conhecimentos sobre interações entre luz e matéria avaliados, verificou-se que a maioria dos alunos possuem diversas dificuldades em assuntos básicos de Fotoquímica e Espectroscopia, algo que pode impactar em suas futuras carreiras ao trabalharem com aspectos da BNCC que demandem estes conhecimentos. Discutiu-se ainda sobre o letramento científico e o desempenho brasileiro no PISA, avaliação internacional da OCDE, verificou-se que os alunos brasileiros têm, historicamente, um desempenho fraco no exame e baixo índice de letramento científico. A sociedade e governo deverão trabalhar muito para que este cenário de analfabetismo funcional possa mudar no futuro. Cientistas deverão tornar seus métodos e resultados mais claros e acessíveis a todos e a extensão universitária oferece meios para que a Universidade se aproxime mais da sociedade, promovendo mecanismos para o intercâmbio de conhecimento entre ambas. Assim, a extensão precisa ser mais explorada, incentivada e ampliada de forma a melhorar a mediação didática do conhecimento científico com a sociedade.pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Químicapt_BR
dc.publisher.initialsUFRJpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::QUIMICApt_BR
dc.embargo.termsabertopt_BR
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