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http://hdl.handle.net/11422/28274
| Type: | Trabalho de conclusão de graduação |
| Title: | A vida em cativeiro altera o comportamento de roedores? O ratinho-goytacá (Cerradomys goytaca Tavares, Pessôa e Gonçalves, 2011) como modelo |
| Author(s)/Inventor(s): | Almeida, Aline Novaes de |
| Advisor: | Gonçalves, Pablo Rodrigues |
| Co-advisor: | Oliveira, Gisela Barbosa Sobral de |
| Abstract: | Dentro da etologia, área de estudo do comportamento animal, grande parte dos trabalhos consiste na realização de testes comportamentais em ambiente controlado. Porém, cada vez mais pesquisadores tem questionado se o comportamento sob condições controladas corresponde ao comportamento expresso no ambiente natural. O ratinho-goytacá (Cerradomys goytaca) é um excelente modelo para essa comparação, pois desde 2011 uma população selvagem é monitorada no Parque Nacional Restinga de Jurubatiba (PNRJ). Ao mesmo tempo, desde 2019 uma colônia é mantida no biotério do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (NUPEM). Essa é uma espécie de roedor classificada como "Em Perigo" (EN) pelo ICMBio, endêmica do norte fluminense e sul do Espírito Santo, e com grande importância ecológica, principalmente como dispersora de sementes. Este estudo visou testar se o tempo em biotério resultou em alterações nos níveis de exploração e ansiedade em três grupos de ratinhos-goytacá: 1) selvagens – que habitam o PNRJ; 2) cativos-selvagens – que nasceram no PNRJ, mas foram transferidos par ao biotério; e 3) de 1ª geração do biotério. O comportamento exploratório foi avaliado por meio da contagem de linhas cruzadas, distância total percorrida, velocidade média e máxima, enquanto a ansiedade refere-se ao tempo nos quadrantes próximos as paredes (tigmotaxia), tempo móvel, contagem de episódios e tempo de congelamento (imóveis). Além disso, comparou-se alguns parâmetros entre dois programas distintos: CowLog e ANY-maze. Todos os 37 indivíduos foram submetidos ao teste de campo aberto em uma caixa de acrílico com o chão dividido em 16 quadrantes de mesma área e as paredes cobertas por material opaco. O experimento consistiu em gravá-los explorando um ambiente novo e aversivo por cinco minutos; novo, pois nenhum indivíduo teve contato prévio, e aversivo, pois os testes foram realizados durante o dia, fora do hábito natural da espécie. Os dados foram submetidos ao Teste de Kruskal-Wallis, para comparação entre grupos. Posteriormente, foi realizado o post hoc de Dunn. Não foi encontrada diferença entre os três grupos para contagem de linhas cruzadas (p=0,161), distância total percorrida (p=0,162), velocidade média (p=0,146) (referentes a exploração), tempo nos quadrantes próximos das paredes (p=0,556) e tempo móvel (p=0,070) (referentes à ansiedade). Porém, o grupo selvagem apresentou maiores velocidades máximas que os dois grupos de biotério (p=0,004), sendo mais exploradores, assim como menos episódios (p=0,045) e tempo de congelamento (p=0,045) que o grupo de 1ª geração, sendo menos ansiosos. As diferenças podem estar associadas as diferentes condições ambientais da restinga e do biotério (o qual é mais restrito e pobre em estímulos); ao método de captura passivo, que seleciona indivíduos mais exploradores; á plasticidade fenotípica dos indivíduos; à relação entre medo e exploração; e como cada indivíduo lida com o estresse provocado pelo teste. Por outro lado, a consistência entre alguns parâmetros pode estar relacionada à presença de estressores tanto no biotério como na restinga, que podem causar impacto de mesma magnitude sobre o comportamento, e ao número amostral reduzido, que, associado à grande variabilidade interindividual, pode ter dificultado encontrar diferenças significativas entre os grupos. |
| Keywords: | Exploração Ansiedade Restinga Biotério |
| Subject CNPq: | CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS |
| Production unit: | Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade |
| Publisher: | Universidade Federal do Rio de Janeiro |
| Issue Date: | 2025 |
| Publisher country: | Brasil |
| Language: | por |
| Right access: | Acesso Aberto |
| Citation: | ALMEIDA, Aline Novaes de. A vida em cativeiro altera o comportamento de roedores? o ratinho-goytacá (Cerradomys goytaca Tavares, Pessôa e Gonçalves, 2011) como modelo. 2025. 33 f. Trabalho de conclusão de curso (Graduação) - Curso de Ciências Biológicas, Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Macaé, 2025. |
| Appears in Collections: | Ciências Biológicas |
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