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http://hdl.handle.net/11422/28317
| Type: | Tese |
| Title: | "Chamar as coisas por seu nome”: uma etnografia sobre feminicídios no Uruguai |
| Author(s)/Inventor(s): | Castro, Natascha Enrich de |
| Advisor: | Vianna, Adriana de Resende Barreto |
| Abstract: | Esta tese é resultado de uma etnografia sobre feminicídios desenvolvida no Uruguai. O argumento central é de que o feminicídio permanece como uma categoria em disputa, desde sua produção, tradução e difusão, até a incorporação em normas e leis de diferentes países, particularmente no Uruguai, mas também em discursos públicos, e, muito especialmente, na vida familiar das vítimas e dos feminicidas. Um dos objetivos deste trabalho etnográfico foi o de observar como se dão os processos de estabilização da categoria em determinados enquadramentos, além de compreender a relação desses processos com a instabilidade própria da violência, e especificamente, da violência de gênero. Na primeira parte da tese, abordo os mitos de origem do feminicídio, as acepções criminais e políticas da categoria e os lugares em que esses enquadramentos passaram a ser disputados, como os debates acadêmicos, as perspectivas feministas, a produção de dados e os julgamentos dos feminicidas. A compreensão da violência letal contra mulheres como uma questão relacional incorporou, no escopo da análise, grande parte das redes de relações inscritas nas histórias de vida e morte de mulheres vítimas de feminicídio, para além da díade mulher/vítima e homem/agressor. Na segunda parte, as disputas são observadas nos protestos de grupos feministas e a partir das demandas de familiares de vítimas. Também acompanho o movimento que o enquadramento das histórias de assassinatos de mulheres como feminicídios produz, tanto na esfera pública, quanto na esfera privada, na interrupção de narrativas sobre a vida das famílias afetadas pelo feminicídio. Nesse escopo familiar, também observei como a influência de outros fenômenos complexos, como o suicídio, tem a capacidade de desestabilizar os sentidos do feminicídio, sendo, também, influente nos resultados dessas disputas. |
| Abstract: | This thesis is the result of an ethnographic study on femicides conducted in Uruguay. The central argument is that femicide remains a contested category, from its production, translation, and dissemination to its incorporation into norms and laws across different countries, particularly in Uruguay, as well as into public discourse, and, most notably, into the family lives of both victims and femicide perpetrators. One of the objectives of this ethnographic research was to observe how processes of stabilization of the category unfold within specific frameworks, while also analyzing their relationship with the instability inherent to violence, and specifically, genderbased violence. In the first part of the thesis, I discuss the origin myths of femicide, its criminal and political interpretations, and the arenas where these frameworks have been disputed, such as academic debates, feminist perspectives, data production, and the trials of perpetrators. Understanding lethal violence against women as a relational issue broadened the scope of analysis to encompass the networks of relationships inscribed in the life and death stories of women victims of femicide, beyond the woman/victim and man/perpetrator dyad. In the second part, the disputes are examined in feminist protests and in the demands articulated by victims’ families. I also trace how framing women’s murders as femicides reverberates in both the public and private spheres, interrupting narratives within families affected by femicide. Within this familial scope, I observed how other complex phenomena, such as suicide, can destabilize the meanings attributed to femicide, while also influencing the outcomes of these disputes. Esta tesis es el resultado de una etnografía sobre feminicidios desarrollada em Uruguay. El argumento central es que el feminicidio sigue siendo una categoría em disputa, desde su producción, traducción y difusión, hasta su incorporación em normas y leyes de diferentes países, particularmente en Uruguay, pero también em discursos públicos y, muy especialmente, en la vida familiar de las víctimas y los feminicidas. Uno de los objetivos de este trabajo etnográfico fue observar cómo se producen los procesos de estabilización de la categoría en determinados marcos, además de comprender la relación de estos procesos con la inestabilidad propia de la violencia y, específicamente, de la violencia de género. En la primera parte de la tesis, trato de los mitos sobre el origen del feminicidio, las acepciones criminales y políticas de la categoría y los lugares en los que estos marcos comenzaron a ser objeto de controversia, como los debates académicos, las perspectivas feministas, la producción de datos y los juicios de los feminicidas. La comprensión de la violência letal contra las mujeres como una cuestión relacional incorporó, en el ámbito del análisis, gran parte de las redes de relaciones registradas en las historias de vida y muerte de las mujeres víctimas de feminicidio, más allá de la díada mujer/víctima y hombre/agresor. En la segunda parte, las disputas se observan en las protestas de grupos feministas y en las demandas de los familiares de las víctimas. También sigo el movimiento que produce el encuadre de las historias de asesinatos de mujeres como feminicidios, tanto en la esfera pública como en la privada, en la interrupción de las narrativas sobre la vida de las familias afectadas por el feminicidio. En este ámbito familiar, también observé cómo la influencia de otros fenómenos complejos, como el suicidio, tiene la capacidad de desestabilizar los significados del feminicidio, influyendo también en los resultados de estas disputas. |
| Keywords: | Feminicídio Violência contra as mulheres Feminismo Mulheres maltratadas Uruguai Femicide Crimes against women Feminism Abused women Uruguay |
| Subject CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIA |
| Program: | Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social |
| Production unit: | Museu Nacional |
| Publisher: | Universidade Federal do Rio de Janeiro |
| Issue Date: | 17-Nov-2025 |
| Publisher country: | Brasil |
| Language: | por |
| Right access: | Acesso Aberto |
| Citation: | CASTRO, Natascha Enrich de. "Chamar as coisas por seu nome”: uma etnografia sobre feminicídios no Uruguai. Orientadora: Adriana de Resende Barreto Vianna. 2025. 309 f. Tese (Doutorado) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Museu Nacional, Programa de Pós Graduação em Antropologia Social, Rio de Janeiro, 2025. |
| Appears in Collections: | Antropologia Social |
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