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http://hdl.handle.net/11422/28558
| Type: | Tese |
| Title: | Estudos de gênero: o que a matemática tem a ver com isso?: reflexões sobre uma ação formativa com docentes que ensinam Matemática |
| Author(s)/Inventor(s): | Guse, Hygor Batista |
| Advisor: | Esquincalha, Agnaldo da Conceição |
| Abstract: | Ainda hoje persiste a concepção equivocada de que a matemática é uma ciência neutra e isenta de implicações sociais e políticas, como se fosse alheia às questões culturais. No entanto, a disciplina é permeada por intenções eurocêntricas que influenciam seu ensino. Esse entendimento faz com que a matemática contribua para a (re)produção de normas sociais que regulam corpos que não se encaixam nas normas estabelecidas. Com o intuito de provocar reflexões entre os professores que ensinam Matemática sobre essa questão, foi realizada uma ação formativa que culminou no curso de extensão “Estudos de Gênero: o que a Matemática tem a ver com isso?”. Nesse curso, tecemos discussões sobre a maneira como o ensino de Matemática perpetua a manutenção do status quo da sociedade, assim como fomentamos articulações entre os campos da (educação) matemática e dos estudos de gênero. Com isso, este trabalho tem como objetivo buscar indícios sobre como o curso de extensão contribuiu para a formação inicial e continuada de docentes que ensinam Matemática, bem como para suas práticas. A tese está estruturada no formato multipaper e é composta por uma introdução, quatro artigos e considerações finais com uma análise transversal dos artigos. Cada artigo é independente, porém, juntos, nos possibilitaram alcançar o objetivo traçado. No primeiro artigo, refletimos sobre a necessidade de inventarmos uma formação docente em Matemática que considere a interseccionalidade como eixo estruturante; no segundo, analisamos dados que foram produzidos no momento da inscrição do curso de extensão, identificando o perfil das pessoas interessadas; no terceiro, analisamos as discussões de um dos fóruns do curso de extensão, considerando os possíveis estereótipos que a Matemática pode (re)produzir sobre pessoas dissidentes das normas de gênero e sexualidade; já no quarto, olhamos para os impactos das ações/atividades realizadas na ação formativa para as práticas docentes e acadêmicas das pessoas que a finalizaram, assim como para suas vidas pessoais. Nossos resultados demonstram a importância de formações que promovam a produção de matemáticas dissidentes das normas sociais impostas. Precisamos romper com a (re)produção de processos discriminatórios de nossa sociedade que acontecem também pela forma como o ensino e a produção do conhecimento matemático estão consolidados atualmente. |
| Abstract: | Even today, the mistaken notion that mathematics is a neutral science, free from social and political implications, persists, as if it were disconnected from cultural issues. However, this field is shaped by Eurocentric intentions that influence its teaching. This understanding leads mathematics to contribute to the (re)production of social norms that regulate bodies that do not fit the established standards. To encourage reflection among mathematics teachers on this matter, a formative action was carried out, culminating in the extension course “Gender Studies: What Does Mathematics Have to Do With It?”. In it we discussed mainly how mathematics teaching perpetuates the maintenance of the societal status quo, while also fostering connections between the fields of mathematics education and gender studies. Thus, this doctoral dissertation aims to identify how the extension course contributed to both initial and continuing education, as well as the practice, of mathematics teachers. The dissertation is structured in a multipaper format and consists of an introduction, four articles, and a conclusion, which offers a cross-sectional analysis of the articles. Each article is independent, yet together they enable the achievement of the research objective. The first article reflects on the need to design a mathematics teacher education program that considers intersectionality as a structuring axis. The second analyzes data collected during the course registration, identifying the profile of the interested participants. The third article examines discussions from one of the course’s forums, considering the possible stereotypes that mathematics may (re)produce concerning individuals who deviate from gender and sexual norms. Lastly, the fourth article looks at the impacts of the formative activities on the teaching and academic practices of those who completed the course, as well as on their personal lives. The results highlight the importance of fostering educational experiences that promote mathematics that dissent from imposed social norms. We must break away from the (re)production of discriminatory processes in our society, which are also reinforced by the current structure of mathematics teaching and knowledge production. |
| Keywords: | Matemática Educação Professores Estudos de gênero Mathematics Education Teachers Gender studies |
| Subject CNPq: | CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::MATEMATICA |
| Program: | Programa de Pós-Graduação em Ensino de Matemática |
| Production unit: | Instituto de Matemática |
| Publisher: | Universidade Federal do Rio de Janeiro |
| Issue Date: | 16-Dec-2024 |
| Publisher country: | Brasil |
| Language: | por |
| Right access: | Acesso Aberto |
| Citation: | GUSE, Hygor Batista. Estudos de gênero: o que a matemática tem a ver com isso?: reflexões sobre uma ação formativa com docentes que ensinam Matemática. 2024. 180 f. Tese (Doutorado) - Programa de Pós Graduação em Ensino de Matemática, PEMAT, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2024. |
| Appears in Collections: | Ensino de Matemática |
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