Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/11422/28877

Type: Tese
Title: A Ucrânia no Brasil: conflito, política e visibilidade
Author(s)/Inventor(s): Cavalvante Junior, Cláudio
Advisor: Véran, Jean-François
Abstract: Esta tese trata em diversas camadas da penetração da Ucrânia no Brasil a partir da história do estabelecimento de imigrantes no final do século XIX, sobretudo no interior do Paraná. Os colonos rutenos nas décadas seguintes se tornam, no contexto diaspórico, ucranianos graças a nacionalistas que circulam em contextos transacionais. A Ucrânia não consegue se consolidar como um estado soberano e independente na década de 1920, enquanto imigrantes se estabelecem no Brasil, onde há até a década seguinte o desenvolvimento de atividades ucranianas. A política de nacionalização do Estado Novo contribui, arbitrariamente, na transformação dos ucranianos em brasileiros, o que se consolida no pós-Segunda Guerra. A inserção de descendentes de ucranianos de origem camponesa a sociedade envolvente ocorre junto com a chegada de contingente de ucranianos, em sua maioria, deslocados da Segunda Guerra. As atividades ucranianas voltam a se desenvolver no Brasil no período em que a Ucrânia ocidental passa a ser parte da Ucrânia Soviética, o que irá romper os laços ou qualquer tipo de interação entre a “Ucrânia” e diáspora. No Brasil, ucraíno-brasileiros desenvolvem suas atividades em contextos multiétnicos, com marcante influência gaúcha, onde clubes e, sobretudo, instituições religiosas estabelecem limites de pertencimento, marcadas por alguns contextos mais conservadores do que de outras etnicidades e formas de consumo próprias. A partir de 1991, a Ucrânia reestabelece sua independência, o que permite o estabelecimento de laços, o que inclui relações políticas, comerciais, além da possibilidade de ucraínobrasileiros conhecer a “pátria-mãe”. No contexto pandêmico, alguns indivíduos “conservadores” sem origem ucraniana irão propor “ucranizar o Brasil”, inspirados em acontecimento da Ucrânia no contexto do Euromaidan, mas que deixam de ser vocalizados depois de criticada por ucraíno-brasileiros no ano de 2020. Os descendentes de ucranianos são cidadãos brasileiros, sem a possibilidade de pleitear a cidadania ucraniana, sofreram impactos limitados de eventos que ocorreram na Ucrânia na última década. Como exemplo, o fato de ser raro a presença de ucraíno-brasileiros entre combatentes brasileiros que lutam na guerra contra os russos. No contexto, há a chegada de “refugiados” da Ucrânia contando com a colaboração de vários atores, incluindo os ucranianos que vieram parra o Brasil pós-1991 e que formam suas próprias “comunidades”, separados das atividades dos descendentes dos imigrantes ucranianos das levas anteriores que hoje já se tornaram brasileiros.
Abstract: This thesis deals with the penetration of Ukraine into Brazil in several layers based on the history of the establishment of immigrants at the end of the 19th century, especially in the countryside of Paraná. Ruthenian settlers in the following decades become Ukrainians in the diasporic context thanks to nationalists who circulate in transactional contexts. Ukraine failed to consolidate itself as a sovereign and independent state in the 1920s, while immigrants settled in Brazil, where Ukrainian activities continued to develop until the following decade. The Estado Novo's nationalization policy arbitrarily contributed to the transformation of Ukrainians into Brazilians, which was consolidated after the Second World War. The insertion of descendants of Ukrainians of peasant origin into the surrounding society occurs together with the arrival of a contingent of Ukrainians, the majority of whom were displaced from the Second World War. Ukrainian activities begin to develop again in Brazil during the period in which Western Ukraine becomes part of Soviet Ukraine, which will break ties or any type of interaction between “Ukraine” and the diaspora.In Brazil, Ukrainian-Brazilians develop their activities in multiethnic contexts, with a marked Gaucho influence, where clubs and, above all, religious institutions establish limits of belonging, marked by some more conservative contexts than those of other ethnicities and their own forms of consumption. From 1991 onwards, Ukraine reestablished its independence, which allowed the establishment of ties, which included political and commercial relations, as well as the possibility for Ukrainian- Brazilians to get to know the “motherland”. In the pandemic context, some “conservative” individuals without Ukrainian origins will propose “Ukrainizing Brazil”, inspired by an event in Ukraine in the context of Euromaidan, but which are no longer vocal after being criticized by Ukrainian-Brazilians in the year 2020. Ukrainian descendants are Brazilian citizens, without the possibility of applying for Ukrainian citizenship, they suffered limited impacts from events that occurred in Ukraine in the last decade. For example, the fact that the presence of Ukrainian-Brazilians among Brazilian warriors fighting in the war against the Russians is rare. In context, there is the arrival of “refugees” from Ukraine with the collaboration of several actors, including Ukrainians who came to Brazil post-1991 and who form their own “communities”, separate from the activities of the descendants of Ukrainian immigrants from the waves. who have now become Brazilians.
Keywords: Emigração e imigração
Ucranianos
Diáspora
Subject CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::SOCIOLOGIA
Program: Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia
Production unit: Instituto de Filosofia e Ciências Sociais
Publisher: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Issue Date: 11-Mar-2025
Publisher country: Brasil
Language: por
Right access: Acesso Aberto
Citation: Cavalvante Junior, Cláudio. A Ucrânia no Brasil: conflito, política e visibilidade / Rio de Janeiro : UFRJ, 2025. Tese (doutorado) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia.
Appears in Collections:Sociologia e Antropologia

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