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Type: Dissertação
Title: Perfil do desempenho de leitura em crianças com TDAH antes e após intervenção fonoaudiológica
Author(s)/Inventor(s): Silami, Pedro Henrique Nunes Costa
Advisor: Cunha, Antonio José Ledo Alves da
Co-advisor: Barbosa, Arnaldo Prata
Co-advisor: Setta, Fernanda Lima
Abstract: Racional: profissionais de saúde de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) estão sob risco aumentado de desenvolver distúrbios de saúde mental, como o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). A pandemia de COVID-19 intensificou esse problema, principalmente em relação às UTI de adultos, sobrecarregadas com um alto fluxo de pacientes graves. Entretanto, UTI Pediátricas (UTIP) também receberam pacientes adultos, seus trabalhadores foram remanejados e ainda enfrentaram a desconhecida Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica associada a COVID19. Previamente, a prevalência de TEPT estimada nestes trabalhadores foi entre 13- 24%, e como não se sabe a magnitude com a qual esses trabalhadores de UTIP foram afetados, o objetivo deste estudo é estimar a prevalência de TEPT nestes trabalhadores de saúde de UTIP, assim como determinar essa prevalência em subgrupos específicos conforme características demográficas e laborais, e sua relação com apoio social e resiliência. Métodos: foi realizado estudo observacional, transversal e multicêntrico. Vinte e nove UTIP públicas e privadas, de todo o Brasil, foram convidadas a participar, com um total de 1.506 médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas. Variáveis demográficas e ocupacionais foram coletadas, assim como variáveis organizacionais de cada UTIP. O desfecho TEPT foi aferido pelo questionário Posttraumatic Stress Disorder Checklist for DSM-5 (PCL-5) e definido como presente quando preenchidos os critérios diagnósticos do DSM-5. Resultados: com 1,084 respondentes (taxa de resposta de 72%), a prevalência de TEPT foi de 13%, com mediana do escore PCL-5 de 14 (intervalo interquartílico ([IQR] 7–23), sendo que 26% a 53% dos profissionais de saúde apresentaram alguma sintomatologia de estresse pós-traumático, principalmente sintomas intrusivos. Seus níveis de resiliência e de apoio social foram menores naqueles com mais sintomatologia pós-traumática (p<0,001 para todos). 32% dos participantes atenderam adultos com COVID-19, sem diferença na prevalência de TEPT destes em relação aos demais. Subgrupos que apresentaram maiores prevalências de TEPT 8 foram: sexo feminino (mediana 14 [IQR 7-24], p<0,01) e diagnóstico prévio de transtorno de saúde mental (mediana 17 [IQR 12-26), p<0,001). Trabalhadores de unidades públicas também tiveram mais TEPT (14,8% vs. 10% das privadas, p=0,03), sem diferenças nos níveis de resiliência ou apoio social. Quando perguntados sobre eventos profissionais com carga de angústia, como falta de recursos ou de equipamento de proteção individual, os subgrupos TEPT e os de unidades públicas responderam com maior grau de angústia. Conclusões: a prevalência de TEPT em trabalhadores de UTIP é comparável à sugerida por estudos prévios em trabalhadores de UTI de adultos durante o primeiro pico da pandemia de COVID-19 no Brasil. Aqueles com mais sintomatologia apresentaram menos níveis de apoio social e resiliência, assim como mais angústia ao responder sobre eventos profissionais, de modo que fatores organizacionais ligados à instituição também parecem ter importância além dos fatores pessoais. Além disso, determinados subgrupos, como aqueles com história de transtorno de saúde mental, apresentaram maior prevalência de TEPT, sugerindo a focalização destes subgrupos para identificação daqueles com necessidade de ajuda institucional.
Abstract: Background: professionals in Intensive Care Units (ICU) are at increased risk of developing mental health disorders, such as Posttraumatic Stress Disorder (PTSD). The COVID-19 pandemic has exacerbated this issue, particularly concerning adult ICU burdened with a high influx of critically ill patients. However, Pediatric ICU (PICU) have also received adult patients, their staff dealt with redeployment, and have faced the unfamiliar Pediatric Multisystem Inflammatory Syndrome associated with COVID-19. Previously, the estimated prevalence of PTSD in these professionals ranged from 13 to 24%, and since the extent of the impact on PICU workers remains unknown, the aim of this study is to the aim of this study is to estimate the prevalence of PTSD in PICU healthcare workers, determine this prevalence in specific subgroups based on demographic and occupational characteristics, and assess its relationship with social support and resilience. Methods: an observational, cross-sectional, multicenter study was conducted. Twenty-nine public and private PICU from across Brazil were invited to participate, comprising a total of 1,506 physicians, nurses, nursing technicians, and physical therapists. Demographic and occupational variables were collected, as well as organizational variables from each PICU. The outcome PTSD was assessed using the Posttraumatic Stress Disorder Checklist for DSM-5 (PCL-5) and defined as present when meeting DSM-5 diagnostic criteria. Results: with 1,084 respondents (a response rate of 72%), the prevalence of PTSD was 13%, with a median PCL-5 score of 14 (interquartile range [IQR] 7–23), although 26% to 53% of professionals exhibited some kind of symptomatology of posttraumatic stress, mainly intrusive symptoms. Their levels of resilience and social support were lower in those with more posttraumatic symptoms (p < 0.001 for all). Thirty-two percent of participants cared for adult COVID19 patients, with no difference in the prevalence of PTSD compared to others. Subgroups with higher PTSD prevalence included females (median 14 [IQR 7-24], p<0.01) and those with a previous history of mental health disorders (median 17 [IQR 10 12-26), p<0.001). Workers in public units also had more PTSD (14.8% vs. 10% in private units, p=0.03), with no differences in levels of resilience or social support. When asked about distressing professional events, such as a lack of resources or personal protective equipment, the PTSD subgroups and those in public units reported higher levels of distress. Conclusions: The prevalence of PTSD in PICU workers is comparable to that suggested by previous studies in adult ICU workers during the first peak of the COVID-19 pandemic in Brazil. Those with more symptoms had lower levels of social support and resilience, as well as more distress when reporting professional events. This suggests that organizational factors related to the institution also play a role beyond personal factors. Furthermore, certain subgroups, such as those with a history of mental health disorders, had a higher prevalence of PTSD, suggesting a focus on these subgroups to identify those in need of institutional support
Keywords: Transtorno de estresse pós-traumático
Unidades de terapia intensiva pediátrica
COVID-19
Subject CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::SAUDE MATERNO-INFANTIL
Program: Programa de Pós-Graduação em Saúde Materno-Infantil
Production unit: Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira
Publisher: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Issue Date: 20-Oct-2023
Publisher country: Brasil
Language: por
Right access: Acesso Aberto
Citation: SILAMI, Pedro Henrique Nunes Costa. Transtorno de Estresse Pós-traumático em profissionais de saúde atuantes em Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica durante a pandemia de COVID-19. Rio de Janeiro, 2023. Dissertação (Mestrado em Saúde Materno-Infantil) - Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2023.
Appears in Collections:Saúde Materno-Infantil

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