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http://hdl.handle.net/11422/29058
| Type: | Tese |
| Title: | Efeitos da inserção da terapia psicomotora no tratamento fonoaudiológico em adultos que gaguejam: ensaio clínico randomizado |
| Author(s)/Inventor(s): | Farias Junior, Jorge Agostinho de |
| Advisor: | Salles, Gil Fernando da Costa Mendes |
| Co-advisor: | Cardoso, Claudia Regina Lopes |
| Abstract: | Introdução: O fluxo de fala fluente e sem esforço só é possível devido a conexões bem estabelecidas entre áreas cerebrais específicas, que estão envolvidas no desenvolvimento de habilidades de processamento fonológico e temporal. Pessoas que gaguejam geralmente apresentam alterações nessas áreas cerebrais, o que sugere que essas habilidades também podem estar prejudicadas. Poucos ensaios randomizados investigaram se outras terapias poderiam melhorar a eficácia do tratamento tradicional em adultos que gaguejam (AqG). Objetivo: 1) Avaliar em um ensaio clínico randomizado controlado se a adição de uma terapia psicomotora ao tratamento padrão (abordagem combinada) poderia melhorar a eficácia do tratamento em AqG. 2) Avaliar as habilidades de processamento fonológico e temporal em adultos que gaguejam comparados um grupo controle. Métodos: 1) Quarenta e sete adultos que gaguejam (média - 24 anos, 79% - sexo masculino) com, no mínimo, gagueira moderada (Stuttering Severity Instrument-3, SSI-3 ≥21 pontos) foram randomizados para um tratamento padrão de abordagem combinada (24 AqG, grupo controle, dezesseis sessões de 40 minutos durante 8 semanas) ou ao tratamento padrão adicionado de terapia psicomotora (23 AqG, grupo experimental, adicionando 20 minutos de treinamento psicomotor após cada sessão). A eficácia do tratamento foi avaliada pelas reduções nas pontuações do SSI-3, examinadas pelos testes de Wilcoxon. O desfecho primário foi a diferença nas reduções de SSI-3 entre os grupos controle e experimental, avaliada pelos testes de Mann-Whitney.No segundo estudo, foi avaliado o processamento fonológico com os testes de Nomeação Automatizada Rápida (NAR) e Fluência Verbal (FV), em 47 indivíduos com gagueira, que foram comparados um grupo de pessoas fluentes em mesmo número, pareado por idade, sexo e escolaridade através do teste de Mann-Whitney. No grupo de indivíduos com gagueira, também foi investigada se havia associações entre os resultados dos testes e a severidade e o tempo de duração da gagueira. Resultados: Os grupos controle e experimental foram bem equilibrados na maioria das características iniciais, incluindo a gravidade da gagueira (Média Escore SSI-3, em pontos: GC - 31.0, dp: 7.2; GE – 34.3, dp 8.8; p<0,21). Após o tratamento, ambos os grupos reduziram significativamente o SSI-3 (redução média absoluta: 10,1 pontos, IC 95%: 8,5-11,7 pontos, p<0,001), sem qualquer diferença significativa entre os dois grupos (diferença média 1,0 ponto, IC 95%: - 2,2-4,2 pontos, p=0,39). Além disso, não houve diferenças significativas entre os grupos nas reduções percentuais relativas, ou na proporção de indivíduos que alcançaram uma redução >30% ou um SSI-3 pós-tratamento <20 pontos. Também não houve diferenças significativas nos componentes separados do SSI-3 (frequência e duração dos eventos de gagueira, e concomitantes físicos). Com relação ao segundo estudo, os indivíduos que gaguejam tiveram desempenho significativamente pior que os indivíduos fluentes em todas as 4 categorias dos testes NAR e FV. Os indivíduos com gagueira mais grave (SSI-3 ≥34 pontos) tiveram pior desempenho que os indivíduos com gagueira menos grave, principalmente no teste NAR. Não houve diferenças no desempenho dos testes em relação ao tempo em que gaguejam.Conclusões: O ensaio clínico randomizado não demonstrou qualquer benefício da adição da terapia psicomotora em relação a um tratamento padrão de abordagem combinada em AqG. No segundo estudo adultos com gagueira apresentaram alterações em quase todas as habilidades de processamento temporal e fonológico, especialmente na memória de trabalho fonológica e no acesso rápido e preciso ao léxico mental, em relação a um grupo controle de indivíduos fluentes. Considerando a severidade da gagueira, o teste NAR pareceu ser uma melhor ferramenta de avaliação dessas alterações do processamento fonológico do que o teste FV. |
| Abstract: | Introduction: Fluent and effortless speech flow is only possible due to well-established connections between specific brain areas, and these areas are also involved in the development of phonological and temporal processing abilities. People who stutter usually have alterations in these brain areas, which suggest that these abilities may also be impaired. Few previous randomized trials investigated whether other therapies could improve the efficacy of the traditional treatment in adults who stutter (AWS). Objectives: 1) To evaluate in a randomized controlled clinical trial whether the addition of a psychomotor therapy over a standard combined-approach treatment could improve the efficacy of treatment in young AWS and 2) to evaluate phonological and temporal processing skills in adults who stutter, and compare them with a control group matched by age, sex and schooling. Methods: 1) Fortyseven young AWS (mean age 24 years, 79% males) with at least moderate stuttering (evaluated by the Stuttering Severity Instrument-3, SSI-3 ≥21 points) were randomized to either a standard combined-approach treatment (24 AWS, control group, sixteen 40min sessions over 8-weeks) or to standard treatment plus the psychomotor therapy (23 AWS, intervention group, adding 20min of psychomotor training after each session). Treatment efficacy was assessed by reductions in SSI-3 scores, examined by Wilcoxon tests. Primary outcome was the difference in SSI-3 reductions between control and intervention groups, evaluated by Mann-Whitney tests. In the second study, the Rapid Automatized Naming (RAN) and Verbal Fluency (VF) tests evaluated phonological processing in 47 young adults who stutter and compared to a control group matched by age, sex and schooling, by MannWhitney tests. In the group of individuals who stutter, we assessed associations between the tests results and the stuttering severity and duration.Conclusion: The randomized controlled trial did not demonstrate any benefit of adding a psychomotor therapy over a standard combined-approach treatment in young AWS. In the second study, young adults who stutter had alterations in almost all temporal and phonological processing abilities, especially in the phonological working memory and fast and accurate access to the mental lexicon, in relation to an age, gender and schooling-matched control group of fluent individuals. Considering stuttering severity, the RAN test seemed to be a better evaluation tool of these phonological processing impairments than the VF test. |
| Keywords: | Gagueira Fonoaudiologia Resultado do tratamento Ensaio clínico controlado aleatório Desempenho psicomotor Fonoterapia Percepção do tempo Estudos de casos e controles Terapia da linguagem Adulto Adulto jovem |
| Subject CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CLINICA MEDICA |
| Program: | Programa de Pós-Graduação em Clínica Médica |
| Production unit: | Faculdade de Medicina |
| Publisher: | Universidade Federal do Rio de Janeiro |
| Issue Date: | 27-May-2025 |
| Publisher country: | Brasil |
| Language: | por |
| Right access: | Acesso Aberto |
| Citation: | Farias Junior, Jorge Agostinho de. Efeitos da inserção da terapia psicomotora no tratamento fonoaudiológico em adultos que gaguejam: ensaio clínico randomizado. 2025. 111 f. Tese (Doutorado em Clínica Médica) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025. |
| Appears in Collections: | Clínica Médica |
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