Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/11422/29206

Type: Dissertação
Title: Saúde bucal e acesso de pessoas com doença falciforme na atenção primária nos municípios do estado do Rio de Janeiro entre 2013 e 2023: o que (não) dizem os sistemas de informação em saúde?
Other Titles: Oral health and access of people with sickle cell disease to primary care in the municipalities of the state of Rio de Janeiro between 2013 and 2023: what do (not) the health information systems say?
Author(s)/Inventor(s): Almeida, Flávia do Bem Castilho de
Advisor: Santos, Marcia Pereira Alves dos
Co-advisor: Cunha, Ana Paula da
Abstract: O acesso à saúde bucal e o uso do Sistema Único de Saúde tem relação direta com a (des)informação por meio dos registros de saúde providos pelos sistemas, já que subsidam a tomada de decisão pelos gestores. A Doença Falciforme (DF) é uma hemoglobinopatia genética hereditária e um problema de saúde pública com repercussões na saúde bucal (SB). A DF demanda por ações educativas, preventivas e curativas – essas oportunizadas, em especial na atenção primária em saúde (APS) face ao seu diagnóstico precoce na triagem neonatal biológica. Isto favorece o acesso aos serviços odontológicos e às equipes de saúde bucal neste nível de atenção e a navegação na rede de atenção à saúde bucal. Os sistemas de informação em saúde (SIS) apoiam o planejamento e tomada de decisão de profissionais e gestores já que permitem sistematizar dados e obter informações individuais e coletivas, fundamentais para qualificar a política pública específica. Por isso, em certa medida, podem dimensionar o acesso. Esse estudo objetivou analisar, por meio dos SIS, o acesso dos usuários com DF às consultas odontológicas na APS no estado do Rio de Janeiro (RJ) entre os anos de 2013 e 2023. Tratouse de um estudo ecológico com dados secundários dos SIS da Atenção Básica (SISAB), Ambulatorial (SIA) – abertos; e da SESRJ de acesso restrito (SIS Web-hemoglobinopatias, Horus e SESRJ/estadual – HEMORIO) para os CID 10 D 57, 57.0, 57.1, 52.7 e 57.8, entre 2013 e 2023, nos 92 municípios do RJ. Para isso, realizou-se cruzamentos dos dados do perfil social, da condição médica, de uso da hidroxiúreia, de equipes de SB, da cobertura das equipes de SB, de consulta ambulatorial e de acesso à consulta odontológica nos respectivos CID e SIS supracitados. Foram obtidos 4.671 registros de casos de pessoas com DF, o que representou 3 pessoas com DF a cada 10.000 habitantes. Destes, aproximadamente 68% tinham anemia falciforme. O elevado percentual de incompletude (99,78%) referente à raça/cor nos SIS inviabilizou a análise racializada. Houve mais registros de atendimento clínico para as mulheres (56%). A cobertura em SB mostrou tendência de estabilidade na maioria dos municípios no período estudado. Contudo, ter cobertura não garantiu acesso aos serviços de saúde bucal. Piraí, São José do Vale do Rio Preto (66,67%) e Cantagalo (58,33%) tiveram o melhor desempenho em proporção de atendimentos odontológicos realizados na APS/pessoas com a DF, mas não atingiram 01(um) atendimento por pessoa com DF/ano. A faixa etária que apresentou a maior proporção de atendimentos em SB foi de 0-9 anos (29%). Não houve registro de atendimento em SB em 42% dos municípios com cadastros de pessoas com DF nos SIS. Os registros sobre DF nos SIS nos dizem que o acesso a saúde bucal na APS é muito limitado ou mesmo inexistente em alguns municípios, mostrando barreiras de acesso à saúde bucal. A impossibilidade da análise racializada é uma expressão do racismo. Urge a necessidade de implementar políticas públicas para a saúde bucal das pessoas com DF no estado do Rio de Janeiro para garantir o princípio da equidade.
Abstract: Access to oral health and the use of the Unified Health System are directly related to (mis)information through health records provided by the systems, since they support decisionmaking by managers. Sickle cell disease (SCD) is a hereditary genetic hemoglobinopathy and a public health problem with repercussions on oral health (OH). SCD demands educational, preventive and curative actions – the latter provided, especially in primary health care (PHC) due to its early diagnosis in biological neonatal screening. This favors access to dental services and oral health teams at this level of care and navigation in the oral health care network. Health information systems (HIS) support the planning and decision-making of professionals and managers since they allow the systematization of data and the collection of individual and collective information, which is essential for qualifying specific public policies. Therefore, to a certain extent, they can measure access. This study aimed to analyze, through the HIS, the access of users with SCD to dental consultations in PHC in the state of Rio de Janeiro (RJ) between 2013 and 2023. This was an ecological study with secondary data from the HIS of Primary Care (SISAB), Outpatient (SIA) - open; and SESRJ with restricted access (HIS Webhemoglobinopathies, Horus and SESRJ/state - HEMORIO) for ICD 10 D 57, 57.0, 57.1, 52.7 and 57.8, between 2013 and 2023, in the 92 municipalities of RJ. For this, data on social profile, medical condition, use of hydroxyurea, OH teams, OH team coverage, outpatient consultation and access to dental consultation in the respective ICD and HIS mentioned above were crossed. 4,671 case records of people with SCD were obtained, which represented 3 people with SCD for every 10,000 inhabitants. Of these, approximately 68% had sickle cell anemia. The high percentage of incompleteness (99.78%) regarding race/color in the HIS made racialized analysis unfeasible. There were more records of clinical care for women (56%). OH coverage showed a tendency towards stability in most municipalities during the period studied. However, having coverage did not guarantee access to oral health services. Piraí, São José do Vale do Rio Preto (66.67%) and Cantagalo (58.33%) had the best performance in the proportion of dental care provided in PHC/people with SCD, but did not reach 01 (one) care per person with SCD/year. The age group that presented the highest proportion of OH care was 0-9 years (29%). There was no record of OH care in 42% of the municipalities with records of people with SCD in the HIS.The records about SCD in the HIS tell us that the accessoral health in PHC is very limited or even non-existent in some municipalities, showing barriers to access to oral health. The impossibility of racialized analysis is an expression of racism.There is an urgent need to implement public policies for the oral health of people with SCD in the state of Rio de Janeiro to guarantee the principle of equity.
Keywords: Saúde bucal
Anemia falciforme
Epidemiologia
Atenção primária à saúde
Sistemas de informação em saúde
Acessibilidade aos serviços de saúde
Assistência odontológica
Serviços de saúde bucal
Equidade no acesso aos serviços de saúde
Equipe de saúde bucal
Política pública
Rio de Janeiro (Estado)
Oral health
Anemia, sickle cell
Epidemiology
Primary health care
Health information systems
Health services accessibility
Dental care
Dental health services
Equity in access to health services
Dental care team
Public policy
Subject CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ODONTOLOGIA::CLINICA ODONTOLOGICA
Program: Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Clínica Odontológica
Production unit: Faculdade de Odontologia
Publisher: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Issue Date: 30-Apr-2025
Publisher country: Brasil
Language: por
Right access: Acesso Aberto
Citation: ALMEIDA, Flávia do Bem Castilho de. Saúde bucal e acesso de pessoas com doença falciforme na atenção primária nos municípios do estado do Rio de Janeiro entre 2013 e 2023: o que (não) dizem os sistemas de informação em saúde? 115 f. Dissertação (Mestrado) - Programa do Mestrado Profissional em Clínica Odontológica, Faculdade de Odontologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025.
Appears in Collections:Clínica Odontológica

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