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http://hdl.handle.net/11422/29378
| Type: | Trabalho de conclusão de especialização |
| Title: | Descrição da evolução do hipotireoidismo subclínico em pacientes com síndrome de Down em população pediátrica de hospital universitário do Rio de Janeiro |
| Author(s)/Inventor(s): | Lopes, Isabella Danielle Cabral |
| Advisor: | Souza, Micheline Abreu Rayol de |
| Abstract: | Introdução: O hipotireoidismo subclínico é caracterizado por elevação dos níveis séricos de TSH com concentrações normais de T4 livre e representa a disfunção tireoidiana mais prevalente em crianças e adolescentes com síndrome de Down. Nessa população, o hipotireoidismo subclínico apresenta comportamento clínico particular, com flutuações hormonais frequentes, alta taxa de normalização espontânea e baixa progressão para hipotireoidismo franco, o que torna a indicação de tratamento com levotiroxina ainda controversa. Objetivos: Descrever a evolução do hipotireoidismo subclínico em crianças e adolescentes com síndrome de Down acompanhados em serviço de endocrinologia pediátrica, descrever os valores iniciais de TSH, sua categorização em graus 1 e 2, a presença de autoanticorpos antitireoidianos e a necessidade de tratamento ao longo do seguimento. Metodologia: Estudo observacional descritivo retrospectivo, baseado na revisão de prontuários de pacientes entre 2 e 18 anos com diagnóstico de hipotireoidismo subclínico e Síndrome de Down, acompanhados no ambulatório de Endocrinologia Pediátrica do IPPMG/UFRJ. Foram incluídos pacientes com pelo menos duas dosagens de TSH documentadas e excluídos aqueles com outras disfunções tireoidianas, uso de medicações que alteram o TSH ou condições clínicas interferentes. Resultados: Dos 99 prontuários identificados, 72 pacientes foram elegíveis. A maioria era do sexo feminino (55,56%; n=40), com mediana de idade de 10 anos. Durante o acompanhamento (média de 38,17 meses), 61,11% (n=44) permaneceram com hipotireoidismo subclínico, 36,11% (n=26) evoluíram para função tireoidiana normal e apenas 2,78% (n=2) progrediram para hipotireoidismo franco, com necessidade de tratamento. O hipotireoidismo subclínico grau 1 esteve presente em 77,22% (n=52) e o grau 2 em 27,78% (n=20), sem associação significativa entre o grau inicial e a necessidade de tratamento. Autoanticorpos antitireoidianos foram positivos em 6,95% (n=5), havendo associação estatisticamente significativa entre positividade de anticorpos e indicação terapêutica. Observou-se redução global dos valores de TSH ao longo do tempo, característica nessa população. Conclusão: O hipotireoidismo subclínico em crianças e adolescentes com síndrome de Down apresentou, na maioria dos casos, evolução benigna e não progressiva, com elevada taxa de normalização espontânea e baixa necessidade de tratamento farmacológico. A presença de autoanticorpos foi pouco frequente, embora associada à decisão terapêutica. Esses achados sugerem a importância de uma abordagem individualizada, baseada em monitorização longitudinal cuidadosa, evitando o tratamento precoce indiscriminado nessa população. |
| Abstract: | Unavailable |
| Keywords: | Tratamento Hipotireoidismo subclínico Síndrome de Down |
| Subject CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA::CLINICA MEDICA::PEDIATRIA |
| Program: | Programa de Residência Médica |
| Production unit: | Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira |
| Publisher: | Universidade Federal do Rio de Janeiro |
| Issue Date: | 2026 |
| Publisher country: | Brasil |
| Language: | por |
| Right access: | Acesso Aberto |
| Citation: | LOPES, Isabella Danielle Cabral. Descrição da evolução do hipotireoidismo subclínico em pacientes com síndrome de Down em população pediátrica de hospital universitário do Rio de Janeiro. 2026. 21 f. Monografia (Especialização) - Programa de Residência Médica em Pediatria, Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2026. |
| Appears in Collections: | Pediatria |
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