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Type: Tese
Title: O mapa antes da estrada: um estudo psicolinguístico de como o bebê categoriza os conteúdos do mundo
Author(s)/Inventor(s): Leal, Kate Barbara de Mendonça
Advisor: França, Aniela Improta
Abstract: Este trabalho investiga a cognição infantil com foco na categorização de objetos e nas relações entre linguagem, animacidade e comunicação nos primeiros estágios do desenvolvimento humano. Ancorada no debate Nature x Nurture, a tese examina se a formação de categorias conceituais em bebês depende de estímulos comunicativos e linguísticos ou se constitui uma competência cognitiva endógena, inerente à arquitetura da mente humana. Nesse contexto, propõe-se a Hipótese da Dendrofilia, segundo a qual a categorização corresponde a uma tendência estrutural do sistema cognitivo à organização do mundo, anterior à linguagem e não dependente do contexto comunicativo. Para testar essa hipótese, foi conduzido um experimento comportamental inspirado nos protocolos de Ferguson e Waxman (2017), com bebês de seis meses de idade, seguindo um delineamento fatorial 2×2 que cruzou as variáveis contexto comunicativo (presença vs. ausência de interação) e animacidade (figuras geométricas com vs. sem olhos), resultando em quatro condições experimentais. Os participantes foram expostos a estímulos visuais (dinossauros ou peixes) e auditivos (sequências de tons não linguísticos), sendo analisadas medidas de olhar preferencial e tempo de fixação como indicadores da formação de categorias. Os resultados indicam que os bebês foram capazes de categorizar objetos de forma consistente mesmo na ausência de estímulos comunicativos e linguísticos, sugerindo que tais elementos não constituem condições necessárias para a emergência da categorização. A presença de traços de animacidade e de contexto comunicativo atuou como fator modulador do processo categorial, influenciando a alocação atencional e o tempo de processamento dos estímulos. Em particular, contextos enriquecidos por pistas sociais ou antropomórficas tenderam a prolongar o tempo de análise, sem, contudo, comprometer ou determinar a formação de categorias. Esses achados reforçam a concepção de que a categorização é uma competência cognitiva endógena, estruturalmente disponível desde os primeiros meses de vida, sobre a qual fatores sociais, perceptuais e comunicativos exercem influência secundária.
Abstract: This work investigates infant cognition with a focus on object categorization and the relationships between language, animacy, and communication in the early stages of human development. Anchored in the Nature x Nurture debate, the thesis examines whether the formation of conceptual categories in infants depends on communicative and linguistic stimuli or whether it constitutes an endogenous cognitive competence, inherent to the architecture of the human mind. In this context, the Dendrophilia Hypothesis is proposed, according to which categorization corresponds to a structural tendency of the cognitive system to organize the world, prior to language and not dependent on the communicative context. To test this hypothesis, a behavioral experiment inspired by the protocols of Ferguson and Waxman (2017) was conducted with six-month-old infants, following a 2×2 factorial design that crossed the variables communicative context (presence vs. absence of interaction) and animacy (geometric figures with vs. without eyes), resulting in four experimental conditions. Participants were exposed to visual (dinosaurs or fish) and auditory (non-linguistic tone sequences) stimuli, and measures of preferential gaze and fixation time were analyzed as indicators of category formation. The results indicate that infants were able to categorize objects consistently even in the absence of communicative and linguistic stimuli, suggesting that such elements are not necessary conditions for the emergence of categorization. The presence of animacy traits and communicative context acted as a modulating factor in the categorical process, influencing attentional allocation and stimulus processing time. In particular, contexts enriched by social or anthropomorphic cues tended to prolong the analysis time, without, however, compromising or determining category formation.
Keywords: Psicolinguística
Aquisição de linguagem
Cognição
Crianças
Subject CNPq: CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LINGUISTICA
Program: Programa de Pós-Graduação em Linguística
Production unit: Faculdade de Letras
Publisher: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Issue Date: 24-Nov-2025
Publisher country: Brasil
Language: por
Right access: Acesso Aberto
Appears in Collections:Linguística

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