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http://hdl.handle.net/11422/29930
| Type: | Dissertação |
| Title: | A prevenção ao HIV/IST nas trajetórias afetivo-sexuais de jovens cariocas: um olhar interseccional sobre práticas preventivas e contextos de vulnerabilidade |
| Author(s)/Inventor(s): | Brandão, Amanda Dantas |
| Advisor: | Brandão, Elaine Reis |
| Abstract: | A redução de investimentos em ações de promoção dos direitos sexuais e reprodutivos das juventudes tem aumentado a vulnerabilidade de jovens ao HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) no Brasil. A epidemia, por ser concentrada, é mais estudada em populações-chave. Assim, o objetivo deste estudo é analisar as estratégias de prevenção ao HIV e IST utilizadas por jovens homens e mulheres de 18 a 25 anos de idade, de diferentes orientações sexuais, negros e de classes populares, do Rio de Janeiro. O estudo se apoia em material empírico da pesquisa multicêntrica “Jovens da Era Digital”, coordenada pela FSP/USP, com apoio do CNPq. É uma pesquisa socioantropológica que explora a relação dos jovens “nascidos na era digital” com a sexualidade, reprodução, redes sociais, vulnerabilidade e formas de prevenção ao HIV, aids e outras IST, tendo em vista os marcadores sociais da diferença (classe, raça, gênero, entre outros). Um total de 13 entrevistas em profundidade foram analisadas, sendo nove mulheres e cinco homens. Os/as jovens heterossexuais se apóiam na confiança na parceria sexual como estratégia de prevenção com mais frequência do que os/as jovens LGBTQIA+, que relataram percepções de risco mais altas e práticas preventivas mais diversificadas, como uso mais consistente de preservativo, predominantemente externo. A realização de testagem é pontual e frequentemente motivada por outras questões, que não a preocupação com a possibilidade de contrair HIV/IST. Há pouco conhecimento das estratégias baseadas em antirretrovirais (ARV). Experiências de opressão interseccional envolvendo gênero, sexualidade, raça/cor, classe, território e/ou capacidade estiveram relacionadas a contextos de maior vulnerabilidade, inclusive programáticas. O estigma relacionado ao HIV/aids esteve presente nas trajetórias de alguns jovens, associado à redução na percepção de risco para HIV/IST e a experiências de preconceito e discriminação. Os jovens que possuem vínculo com instituições que promovem abordagens formativas críticas, como universidades, grupos de ativismos LGBTQIA+, organizações da sociedade civil e cursos pré-vestibulares apresentaram percepção de risco mais alta e estratégias de prevenção mais diversificadas. Os resultados indicam a importância de investimentos em abordagens sociais, comunitárias e que enfrentem as determinações estruturais e sociais da epidemia junto à disponibilização de tecnologias biomédicas de prevenção ao HIV/IST. |
| Abstract: | The reduction of investments in actions to promote young people’s sexual and reproductive rights has increased the vulnerability of youth to HIV and other sexually transmitted infections (STIs) in Brazil. Because the epidemic is concentrated, it is more frequently studied in key populations. Thus, the aim of this study is to analyze the HIV and STI prevention strategies used by young men and women aged 18 to 25, of different sexual orientations, predominantly Black, and from lower-income classes, in Rio de Janeiro.The study draws on empirical material from the multicenter research project “Digital Age Youth,” coordinated by FSP/USP with support from CNPq. It is a socio-anthropological study that explores the relationship of young people “born in the digital age” with sexuality, reproduction, social networks, vulnerability, and forms of HIV, AIDS, and STI prevention, considering social markers of difference (class, race, gender, among others). A total of 13 in-depth interviews were analyzed, nine with women and five with men. Heterosexual youth rely more frequently on trust within sexual partnerships as a prevention strategy compared to LGBTQIA+ youth, who reported higher risk perception and more diverse preventive practices, such as more consistent condom use—primarily external condoms. Testing is sporadic and often motivated by reasons other than concern about the possibility of contracting HIV/STIs. Knowledge of antiretroviral (ARV)-based prevention strategies is limited. Experiences of intersectional oppression involving gender, sexuality, race/color, class, territory, and/or ability were associated with contexts of greater vulnerability, including programmatic vulnerability. HIV/AIDS-related stigma appeared in the trajectories of some young people, linked to lower risk perception for HIV/STIs and to experiences of prejudice and discrimination. Young people connected to institutions that promote critical formative approaches—such as universities, LGBTQIA+ activism groups, civil society organizations, and college preparatory courses—demonstrated higher risk perception and more diversified prevention strategies. The findings highlight the importance of investing in social and community-based approaches that address the structural and social determinants of the epidemic, alongside the availability of biomedical HIV/STI prevention technologies. |
| Keywords: | HIV Infecções sexualmente transmissíveis Juventude Prevenção de doenças Vulnerabilidade em saúde |
| Subject CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA::SAUDE PUBLICA |
| Program: | Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva |
| Production unit: | Instituto de Estudos em Saúde Coletiva |
| Publisher: | Universidade Federal do Rio de Janeiro |
| Issue Date: | 3-Oct-2025 |
| Publisher country: | Brasil |
| Language: | por |
| Right access: | Acesso Aberto |
| Citation: | BRANDÃO, Amanda Dantas. A prevenção ao HIV/IST nas trajetórias afetivo sexuais de jovens cariocas: um olhar interseccional sobre práticas preventivas e contextos de vulnerabilidade. 2025. 188 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) – Instituto de Estudos em Saúde Coletiva, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025. |
| Appears in Collections: | Saúde Coletiva |
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