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Tipo: Trabalho de conclusão de graduação
Título: Geologia do grupo Andrelândia em Andrelândia, sul de Minas Gerais
Autor(es)/Inventor(es): Kuster, Klaus
Orientador: Ribeiro, André
Resumo: O Sistema de Nappes Andrelândia é caracterizado como uma pilha de nappes vergentes para leste, formada durante a Orogênese Brasiliana ao sul do Cráton São Francisco. Esta pilha é composta por uma sucessão de rochas metassedimentares e metaígneas neoproterozóicas pertencentes ao Grupo ou Megassequência Andrelândia. Na área de Andrelândia este conjunto pode ser separado em quatro unidades litoestratigráficas mapeáveis na escala 1:25.000: I) quartzitos grossos micáceos e quartzo xistos; II) granada muscovita biotita xisto e gnaisse, com intercalações de bancos tabulares de espessura centimétrica a decamétrica de quartzito e quartzo xisto; bancos centimétricos de rocha calcissilicática, granada quartzitos com almandina ou com espessartita (gondito) e, corpos de espessuras até métricas de anfibolitos e rochas metaultramáficas (talco e clorita xistos). III) biotita xisto homogêneo. Uma quarta unidade é um granada anfibolito na base da sucessão. O evento brasiliano deformou e metamorfoseou estas unidades e nelas foi possível identificar três fases de deformação, D1, D2 e D3. D1 gerou empurrões vergentes para ENE com dobramento contemporâneo e lineação de baixo caimento para ENE. D2 gerou a foliação principal, uma clivagem de crenulação ou crenulação transposta e dobras abertas até muito apertadas com planos axiais íngremes mergulhando em média 70 graus para sudeste ou noroeste com eixos de baixo caimento para nordeste ou sudoeste. D3 formou dobras abertas com planos axiais íngremes de traço norte-sul e eixos suaves para sul ou norte. As rochas contem muscovita, biotita, granada, estaurolita, cianita e clorita, o que caracteriza fácies metamórfica anfibolito de pressão elevada. Veios anatéticos indicam início da zona de anatexia. Muscovita e biotita cresceram em D1, foram recristalizadas em D2 e redobradas suavemente em D3, gerando extinção ondulante. Granada teve crescimento cedo-sin-D2, cianita e estaurolita cresceram sin-D2 e clorita aparece inclusa em granada e substituindo biotita, tendo crescimento em D1 e em D3, respectivamente. Um granada anfibolito com textura simplectítica de diopsídio e plagioclásio (andesina), sugere que as rochas podem ter passado por fácies de mais alto grau, granulito ou eclogito. A deformação e o metamorfismo gerado por D1 pode estar ligado à evolução da Faixa Brasília, D2 estaria ligado à Faixa Ribeira e D3 a um encurtamento regional leste-oeste. Dados geocronológicos U-Pb LA-ICP-MS em zircões detríticos apontam uma ampla gama de idades fonte que podem ser separadas em três grupos, um com poucas idades do Arqueano, entre 2,8 e 2,5Ga; outro com idades paleoproterozóicas entre 2,4 e1,8 Ga e um grupo predominante com idades entre 1,8 até cerca de 1.0Ga. O zircão mais novo forneceu idade de 0,987Ga. Grãos de zircão possivelmente metamórficos forneceram idades entre 620 e 587 Ma.
Palavras-chave: Estratigrafia
Geologia estrutural
Metamorfismo
Neoproterozóico
Nappe (Geologia)
Andrelândia (MG)
Geocronologia U-Pb
Assunto CNPq: CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEOLOGIA::GEOTECTONICA
Departamento: Instituto de Geociências
Editor: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Data de publicação: 15-Dez-2014
País de publicação: Brasil
Idioma da publicação: por
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://hdl.handle.net/11422/4038
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