Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/11422/4142
Tipo: Trabalho de conclusão de graduação
Título: Reconstrução das margens conjugadas Brasil-África (segmento Campos-Cuanza) para o intervalo de 130-111 Ma - A partir de dados geológicos e de magnetometria
Autor(es)/Inventor(es): Pereira, Melissa Meirelles
Orientador: Schmitt, Renata da Silva
Coorientador: Stanton, Natasha Santos Gomes
Resumo: As margens continentais sudeste brasileira e oeste africana são margens passivas, originadas a partir da quebra do megacontinente Gondwana. Para a investigação da evolução destas margens, foram realizados estudos em âmbito regional, entre as latitudes 20º-29ºS (lado brasileiro) e 8º-21ºS (lado africano), e local no segmento Campos-Cuanza. O objetivo é caracterizar a evolução deste segmento, na porção continental onshore, na margem e na crosta oceânica, para o intervalo de 130-111 Ma. Foram utilizados dados geológicos e geofísicos (batimétricos e magnetométricos) para gerar os mapas. Estes que foram analisados individualmente e em seguida utilizados para a reconstrução das margens através do software GPlates para enfim, serem correlacionados. Três intervalos de tempo principais, caracterizados por mudanças regionais na cinemática de placas, foram interpretados para as margens conjugadas Campos-Cuanza. São eles: 1) entre 130-120 Ma, quando a direção de extensão era NW-SE e a velocidade das placas era mais rápida, correlacionando com a geração de magmatismo ao sul das bacias de Santos e da Namíbia, e na bacia de Campos; 2) entre 119-116 Ma, quando a direção muda para WNW-ESE e a velocidade das placas diminui, e não há evidência de magmatismo desta idade para este segmento; 3) em 111 Ma, quando ocorre o breakup, o que corresponde a um aumento na velocidade das placas, associado ao magmatismo de geração de assoalho oceânico. A relação entre a velocidade de expansão e o magmatismo é teoricamente direta, pois quanto maior a extensão litosférica, maior será a descompressão adiabática do manto e, como consequência, maior fusão parcial gerando magma, para um manto astenosférico normal. Além disso, ao norte da Bacia de Campos, observam-se anomalias magnéticas correspondentes, que são possivelmente contemporâneas com as da Bacia de Cuanza, e que por estarem próximas da COB (Continental-Ocean Boundary/ Limite continente-oceano) da placa africana, indicam magmatismo imediatamente prébreakup. Na margem oeste africana, bem mais estreita, o breakup ocorre próximo à costa, com menor intensidade das anomalias magnéticas na região proximal. Já na margem sudeste brasileira ocorre o oposto, o que evidencia a presença de magmatismo maior no lado brasileiro. A observação de todos estes resultados permitiu concluir que o segmento Campos-Cuanza, de fato, foi um segmento conjugado e que, além disso, compartilhavam a mesma bacia de sal durante o Aptiano. Estes segmentos evoluíram a partir de processos extensionais, e suas estruturas pré-existentes, em ambos os lados, também exerceram grande influência durante o processo do rifteamento.
Palavras-chave: Deriva continental
Batímetro
Magnetometria
Margens continentais
Assunto CNPq: CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEOLOGIA::GEOTECTONICA
Departamento: Instituto de Geociências
Editor: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Data de publicação: Set-2016
País de publicação: Brasil
Idioma da publicação: por
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://hdl.handle.net/11422/4142
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