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Tipo: Trabalho de conclusão de graduação
Título: Mapeamento geológico na escala 1:50.000 da área a leste da cidade de Baependi, MG
Autor(es)/Inventor(es): Tavares, Felipe Mattos
Orientador: Trouw, Rudolph Allard Johannes
Resumo: A geologia do sul do estado de Minas Gerais possui grande complexidade evolutiva. Trata-se de um embasamento arqueano-paleoproterozóico e uma cobertura de sucessões metassedimentares meso-neoproterozóicos estruturados no contexto de uma zona de interferência entre as Faixas Brasília e Ribeira, ambas de idade Brasiliana. O presente trabalho se refere ao mapeamento de uma área a leste da cidade de Baependi, sul de MG. Foram reconhecidas três unidades de mapeamento principais, correlacionadas à Megasseqüência Andrelândia: biotita gnaisse (Na1+2), biotita xisto (Na5) e granada muscovita xisto (Na6). A presença de xistos transicionais entre as unidades Na5 e Na6 e variações laterais de fácies indicam que o contato entre ambas é ao menos em parte gradacional. Há registro de três fases deformacionais na área estudada: as duas primeiras são progressivas (D1+D2) e geraram a foliação principal, lineações e dobras fechadas a isoclinais; a terceira fase (D3) causou ondulações e dobras abertas a apertadas, reorientando estruturas anteriores. Indicadores cinemáticos sugerem transporte tectônico para E ou NE, em um regime compressional E-W durante D1+D2 e para NNW, a partir de compressão NNW-SSE durante D3. No sul da área há um sinclinal D3 que redobra estruturas D1+D2, resultando num padrão de interferência em laço entre os dobramentos. Em termos de metamorfismo, definiram-se na área dois eventos superpostos. O primeiro (M1), de pressão relativamente alta e temperatura moderada, resultou em uma assembléia mineral característica de fácies anfibolito médio a alto. A presença de corpos mapeáveis de uma associação de xistos e gnaisses anatéticos (Na6a) indica fusão incipiente para leste. A ocorrência de nódulos de retroeclogito no nordeste da área (Na6r), associado à evolução de M1, indica que pelo menos parte das rochas mapeadas passou por campos de pressão muito mais elevados. O segundo evento (M2), de pressão mais baixa, foi o responsável pelo crescimento de sillimanita em desequilíbrio com cianita do primeiro evento. As fases D1+D2 são temporalmente correlacionáveis ao evento M1 e são associados à evolução da Faixa Brasília. A fase D3 é correlacionável a M2 e estão ligados à evolução da Faixa Ribeira.
Palavras-chave: Megasseqüência Andrelândia
Metamorfismo
Evolução tectônica
Assunto CNPq: CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEOLOGIA::GEOTECTONICA
Departamento: Instituto de Geociências
Editor: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Data de publicação: Dez-2005
País de publicação: Brasil
Idioma da publicação: por
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://hdl.handle.net/11422/4181
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