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Tipo: Trabalho de conclusão de graduação
Título: Análise do desempenho econômicofinanceiro das distribuidoras do setor elétrico: os impactos da medida provisória nº 579/2012
Autor(es)/Inventor(es): Waga, Gustavo Fernandes
Orientador: Almeida, Edmar Luiz Fagundes de
Resumo: A energia elétrica é um vetor fundamental para o processo de desenvolvimento econômico. Nesse sentido, o Governo Federal implementou a Medida Provisória 579 em setembro de 2012, com o objetivo de recuperar a competitividade da indústria brasileira, através da redução das tarifas de energia elétrica. Para isso, a MP propôs a renovação antecipada das concessões para as empresas de geração e transmissão, instituindo o Regime de Cotas de energia, além de reduzir os encargos setoriais. Tais medidas transferiram o risco hidrológico do setor para as empresas de distribuição. Como o cenário que sucedeu esse período foi de baixíssimo regime de chuvas e alta demanda, as distribuidoras ficaram expostas involuntariamente aos preços do mercado de curto prazo. Com a necessidade de acionamento contínuo de diversas usinas termelétricas, os custos com a compra de energia dispararam, e isso afetou diretamente o perfil financeiro das distribuidoras. Dessa forma, o objetivo desse trabalho é analisar os impactos da implementação da Medida Provisória 579/2012 no setor elétrico em suas múltiplas dimensões, com ênfase nos efeitos causados sobre o equilíbrio econômico-financeiro das distribuidoras. Para tal, foi realizada uma revisão da literatura sobre análise de empresas, com foco nas distribuidoras, para definir a metodologia do trabalho. A metodologia aplicada foi baseada na consulta pública realizada pela ANEEL (2014), na qual foram listados os principais pilares financeiros e operacionais, e seus respectivos indicadores principais. Os resultados indicam que o objetivo de redução das tarifas de energia foi observado apenas inicialmente, já que gerou um grande desequilíbrio financeiro para o setor. Isso porque o governo realizou aportes bilionários para compensá-lo durante os anos de 2013 e 2014 e repassou esses gastos a partir de 2015 aos consumidores através de reajustes expressivos nas tarifas. A exposição involuntária das empresas de distribuição, num cenário de elevado preço da energia, elevou expressivamente seus gastos não-gerenciáveis, aumentando a alavancagem e os custos da dívida. A geração operacional de caixa de tais empresas ficou pressionada e as margens de rentabilidade mais estreitas. Portanto, houve uma profunda deterioração do perfil financeiro das distribuidoras, observada pelos indicadores aplicados nos estudos de caso.
Palavras-chave: Distribuição de energia elétrica
Recursos hídricos
Crises
Demonstração financeira
Investimentos
Assunto CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA::METODOS QUANTITATIVOS EM ECONOMIA
Departamento: Instituto de Economia
Editor: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Data de publicação: Set-2017
País de publicação: Brasil
Idioma da publicação: por
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://hdl.handle.net/11422/4792
Aparece nas coleções:Ciências Econômicas

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