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Tipo: Trabalho de conclusão de graduação
Título: Análise Diagenética dos Radiolários no Intervalo Cretáceo Superior (Maastrichtiano) - Paleoceno nas Bacias do Espírito Santo e Pelotas, Margem Continental Leste Brasileira
Autor(es)/Inventor(es): Fidalgo, Thays de Souza Lima
Orientador: Mendonça Filho, João Graciano
Coorientador: Eilert, Valesca Portilla
Resumo: Radiolários são encontrados como fósseis em diversos tipos de rochas sedimentares em função da preservação dos esqueletos formados por sílica amorfa hidratada-opala (SiO2 . nH2O). Estas rochas podem ser tanto silicosas (radiolaritos, cherts, folhelhos) quanto carbonáticas (calcários e margas). Os processos diagenéticos que comumente atuam nos sedimentos marinhos e alteram os esqueletos dos radiolários referem-se (1) à dissolução (parcial ou total), (2) à substituição química e (3) à recristalização. A evolução diagenética dos depósitos silicosos é determinada pelas alterações na composição mineralógica que ocorrem a partir do aumento da pressão e temperatura, bem como através da percolação de fluidos intersticiais. Estudos de radiolários são importantes especialmente em depósitos de águas marinhas profundas e ultraprofundas, pois seus esqueletos de opala não são afetados pela batimetria e, portanto, podem ocorrer além da profundidade de compensação do carbonato de cálcio (CCD). Esta característica possibilita a sua preservação em áreas onde os microfósseis calcários são raros ou não se preservam. A presente pesquisa objetivou analisar os diferentes graus de preservação e reconhecer os tipos de alterações diagenéticas dos esqueletos dos radiolários encontrados no intervalo do Cretáceo Superior (Maastrichtiano) ao Paleoceno em dois poços perfurados nas bacias do Espírito Santo e Pelotas. As microanálises dos elementos químicos foram realizadas através de um Detector de Energia Dispersiva de Raios-X (EDS), sendo evidenciadas alterações diagenéticas em todos os esqueletos dos exemplares selecionados para estudo. Nos indivíduos o elemento presente em maior concentração é o silício. Alguns esqueletos apresentaram indícios de substituição, devido ao registro dos elementos Al, Ca, C, Fe, Mg, Na, Mn, K, Cl, S, Ti, embora em valores baixos. A identificação de Mg, Ca, Na, Al e K nas análises efetuadas, também pode ser explicada através da presença, como elementos traço, na composição original das paredes dos esqueletos dos radiolários. Ou pela contaminação por argilominerais, que poderiam estar aderidos à parede dos radiolários que não foram eliminados durante a preparação das amostras. Além disso, foi identificada uma alta concentração de FeS2 em um dos exemplares analisados, indicando uma possível substituição, comprovada pela ocorrência de pirita framboidal no mesmo exemplar. Outro processo diagenético identificado foi o de recristalização, que ocorreu na maior parte dos exemplares analisados. Foi evidenciado pelas altas taxas de silício registradas nos espectrogramas e confirmado pelas altas porcentagens peso de SiO2. As microanálises químicas realizadas no EDS permitiram identificar a composição química possibilitando reconhecer as alterações dos esqueletos originais. No entanto, não são suficientes para que se possam entender todas as etapas do processo diagenético de recristalização. Diante do interesse desse estudo para trabalhos futuros, sobre os processos diagenéticos que atuam em rochas ricas em radiolários, sugere-se a realização de análises em difratometria de raios-X. Este estudo permitirá identificar todas as etapas de transformação diagenética a partir da fase instável da sílica biogênica (opala A) seguindo os próximos estágios (opala A`, opala CT) até a fase estável de quartzo. Nos estudos dos processos diagenéticos das rochas reservatório é sumamente importante o reconhecimento de todos os fatores que atuaram ou influenciaram na porosidade e permeabilidade desses intervalos.
Palavras-chave: Radiolários
Sílica
Diagenese
Bacia do Espírito Santo
Bacia de Pelotas
Maastrichtiano-Daniano
Assunto CNPq: CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEOLOGIA
Departamento: Instituto de Geociências
Editor: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Data de publicação: Mai-2009
País de publicação: Brasil
Idioma da publicação: por
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://hdl.handle.net/11422/5249
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