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dc.contributor.advisorChristino, Beatriz Protti-
dc.contributor.authorCosta, João Pedro Peres da-
dc.date.accessioned2022-01-11T19:20:51Z-
dc.date.available2022-01-13T03:00:14Z-
dc.date.issued2021-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11422/16034-
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Rio de Janeiropt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectÍndios Kaxinawápt_BR
dc.subjectSociolinguísticapt_BR
dc.subjectLíngua portuguesapt_BR
dc.title“Então o meu pensamento é assim”: fórmulas de fechamento em Português Kaxinawá e seus usos em interações transculturaispt_BR
dc.typeTrabalho de conclusão de graduaçãopt_BR
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/1139526431179026pt_BR
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/5706205435387944pt_BR
dc.description.resumoEsta monografia enfoca um fenômeno discursivo-interacional inicialmente identificado através da observação de transcrições de situações comunicativas em que estavam presentes participantes Kaxinawá: as fórmulas de fechamento de tópico e turno. Tais fórmulas, como, por exemplo, “é isso que é meu ideia” e “então o meu pensamento é assim”, se assemelham a estruturas formulaicas recorrentes em narrativas tradicionais e contemporâneas na língua Kaxinawá (ABREU, 1914; CAMARGO e VILLAR, 2013). Os Kaxinawá (Huni Kuin) são um povo originário da América do Sul, da família etnolinguística Pano, vivendo na região de fronteira Brasil-Peru. No lado brasileiro, estão em 12 terras indígenas no oeste do Acre, sendo que, neste estado, são o povo originário de maior população (mais de doze mil pessoas segundo a Federação do Povo Huni Kuin do Estado do Acre, FEPHAC). Uma parcela considerável dos Kaxinawá no Brasil é bilíngue em Kaxinawá (Hãtxa Kuin) e Português. O objetivo central desta monografia é evidenciar o funcionamento, em interações transculturais, das estratégias discursivas que denominamos “fórmulas de fechamento”. Para isso, utiliza uma metodologia interpretativa, ancorada em transcrições grafemáticas das interações selecionadas e no exame tanto das funções interacionais quanto das configurações estruturais das fórmulas de fechamento encontradas. Balizado nos referenciais teórico-metodológicos da Sociolinguística Interacional e da Análise da Conversação Etnometodológica, o percurso de pesquisa abordado nesta comunicação também tomou como central a observação das dinâmicas de trocas de turno de fala, do desenvolvimento dos tópicos discursivos e das negociações partilhadas de estruturas de participação na fala-em-interação. A pesquisa se baseia em dois tipos de materiais de análise: a) entrevistas sociolinguísticas coletadas em formato de áudio em 2014, em trabalho de campo realizado por minha orientadora com apoio da FAPERJ; e b) materiais audiovisuais disponíveis em plataformas online de livre acesso e coletados entre 2020 e 2021. Tanto naquelas quanto nestes, participantes Kaxinawá interagem, usando sua variedade étnica da língua portuguesa, com interlocutores não-indígenas. Os principais resultados apontam que fórmulas de fechamento foram usadas quase que exclusivamente por parceiros interacionais Kaxinawá, podendo constituir parte da sua etiqueta interacional. As fórmulas se construíam predominantemente com o verbo cópula “é” seguido dos anafóricos “isso” ou “assim”, sendo comum, também, haver menções ao tópico abordado ou à própria dimensão discursivo-interacional em jogo. Algumas das funções discursivo-interacionais que essas fórmulas desempenham são: a) sinalizar o fim de um turno de fala, b) delimitar o desenvolvimento de um tópico discursivo, e c) finalizar eventos comunicativos inteiros.pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Letraspt_BR
dc.publisher.initialsUFRJpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTESpt_BR
dc.embargo.termsabertopt_BR
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