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Type: Trabalho de conclusão de graduação
Title: Uso de coprodutos da cadeia produtiva da laranja pré-tratados em reator hidrotérmico como fonte de carbono na produção de hidrolases por Aspergillus awamori
Author(s)/Inventor(s): Silva, Izabelle Marie da
Advisor: Teixeira, Ricardo Sposina Sobral
Co-advisor: Gottschalk, Leda Maria Fortes
Abstract: Pectinases são enzimas que hidrolisam cadeias da pectina, polissacarídeo presente na parede celular vegetal. Apesar de menos estudadas na literatura em comparação com outras hidrolases, como celulases e xilanases, possuem grande relevância industrial, especialmente na clarificação de sucos e frutas. Essas enzimas podem ser produzidas por diversos microrganismos, sendo os fungos filamentosos os principais produtores industriais devido à sua capacidade de secretar grandes quantidades de pectinases na presença de fontes de carbono indutoras que contenham pectina. O bagaço de laranja (Citrus sinensis), coproduto rico em pectina gerado na extração de suco, é uma potencial fonte de carbono para a produção de pectinases, especialmente no Brasil, maior produtor mundial de laranja. Por ser uma biomassa recalcitrante, pode ser necessário um pré-tratamento para melhorar a acessibilidade aos carboidratos. Então, o foco deste trabalho foi a produção de pectinases e xilanases por Aspergillus awamori 2B.361 U2/1 em cultivo submerso, utilizando como fontes de carbono as frações líquidas resultantes do pré-tratamento hidrotérmico do bagaço de laranja a 70, 100, 140 e 180ºC. Como neste pré-tratamento ocorre a formação de produtos de degradação de açúcares, como hidroximetilfurfural (HMF) e furfural, estes compostos foram quantificados para avaliar sua influência no cultivo. As frações líquidas que apresentaram as maiores concentrações de HMF e furfural foram as de 140ºC, 11,06 ± 0,10 e 73,03 ± 1,80 mg/L, e 180ºC, 262,27 ± 2,61 e 673,51 ± 33,07 mg/L, respectivamente. As maiores atividades de pectinases foram 17,74, 16,96 e 21,45 UI/mL utilizando, como fonte de carbono, as frações líquidas de 70 e 100ºC e o bagaço de laranja, respectivamente. Estes resultados mostram que as maiores quantidades dos produtos de degradação inibiram a ação microbiana e afetaram o rendimento da produção enzimática nas frações líquidas de 140 e 180ºC. Então, foram escolhidas as frações líquidas de 70 e 100ºC para estudo comparativo com o bagaço de laranja. As atividades de pectinases mostram que não houve diferença significativa entre o pré-tratamento a 100ºC e o bagaço de laranja, 19,69 ± 2,51 e 21,57 ± 1,71 UI/mL, respectivamente. Para as xilanases, a maior atividade obtida foi 42,78 ± 0,36 UI/mL utilizando a fração líquida de 70ºC, 361% maior que utilizando o bagaço de laranja, 9,28 ± 0,83 UI/mL. Os resultados apresentados neste trabalho, mais os dados da literatura, sugerem que o pré-tratamento hidrotérmico é efetivo na extração de pectina e hemicelulose, mas a formação de altas concentrações de inibidores afeta significativamente a ação dos microrganismos.
Keywords: Pectinases
Pré-tratamento Hidrotérmico
Laranja
Produção de Enzimas
Aspergillus awamori
Subject CNPq: CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::QUIMICA
Production unit: Instituto de Química
Publisher: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Issue Date: 9-Dec-2024
Publisher country: Brasil
Language: por
Right access: Acesso Aberto
Appears in Collections:Química

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