Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/11422/4254
Tipo: Trabalho de conclusão de graduação
Título: Mapeamento geológico, análise estrutural e metamorfismo nas proximidades de Campos de Cunha, São Paulo
Autor(es)/Inventor(es): Soares, Arthur Távora de Mello
Orientador: Mendes, Julio Cezar
Coorientador: Costa, Rodrigo Vinagre Cintra da
Resumo: As unidades geológicas que afloram na região de Campos de Cunha, São Paulo, pertencem ao Terreno Embu. Essa entidade tectônica é constituída por rochas metamórficas e ígneas, em sua maioria com idades proterozoicas. O objetivo deste trabalho é, além do mapeamento geológico, analisar as estruturas e metamorfismo registrados na área entre as cidades de Silveiras e Campos de Cunha (SP). Para isso foi produzido um mapa geológico na escala 1:50.000 utilizando como base a carta topográfica do IBGE Campos de Cunha. Foram descritos e georreferenciados, aproximadamente, 150 afloramentos que renderam o reconhecimento de seis unidades de mapeamento. Por meio de relações de campo, supõe-se que a ordem a seguir corresponda à ordem estratigráfica da unidade mais velha para a mais nova: A) Hornblenda Ortognaisse Migmatítico; B) Biotita Ortognaisse Migmatítico; C1) Biotita Muscovita Paragnaisse; C2) Quartzito; D) Biotita Muscovita Xisto; e E) Metagranitóide Porfirítico. As unidades A e B são interpretadas como rochas pertencentes ao embasamento e separadas por uma discordância litológica das unidades paraderivadas C1, C2 e D. Todo esse conjunto é encaixante de um corpo metaigneo (unidade E) que se estende por dezenas de quilômetros quadrados, com composição granítica e textura inequigranular porfirítica. Trata-se do Batólito Serra do Quebra Cangalha, com idade de cristalização (U-Pb em zircão) por volta de 680 Ma. A foliação tectônica principal da área, Sn, é produto do dobramento e transposição de uma foliação pretérita Sn-1, que por sua vez, é somente observada nas charneiras de dobras isoclinais Dn. Sn mergulha tanto para NW, suavemente, como para SE, mais íngreme, mostrando que ocorre dobrada por uma fase deformacional Dn+1. As dobras Dn + 1 são abertas e assimétricas com eixos caindo suavemente para SW, uma vez que no mapa geológico a estrutura dos antiformais fecham para SW e os sinformais para NE. Contida na foliação Sn, ocorre uma lineação de estiramento mineral, dada por micas e quartzo estirado, com caimento médio de 20º para NE. O metamorfismo está caracterizado pelo contraste entre as rochas do embasamento, fortemente migmatizadas, e as rochas da cobertura paraderivada, que possuem pouco ou nenhum corpo anatético. Os xistos são compostos por biotita, mica branca, quartzo e plagioclásio, além de raras granada, sillimanita e clorita. Essa associação mineralógica, mesmo podendo ter sido produzida por mais de uma fase de metamorfismo, e provavelmente foi, mostra que essas rochas não atingiram em nenhum momento um grau metamórfico superior a fácies anfibolito, tendo ficado, provavelmente, na transição das fácies xisto verde / anfibolito.
Palavras-chave: Mapeamento geológico
Petrografia
Metamorfismo
Análise estrutural
Análise estrutural
Assunto CNPq: CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEOLOGIA
Departamento: Instituto de Geociências
Editor: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Data de publicação: Jan-2018
País de publicação: Brasil
Idioma da publicação: por
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://hdl.handle.net/11422/4254
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