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Tipo: Trabalho de conclusão de graduação
Título: O aumento da oferta de GNL e o impacto na vulnerabilidade energética da Europa
Autor(es)/Inventor(es): Quintslr, Enrique Melo
Orientador: Pinto Junior, Helder Queiroz
Resumo: As crises de abastecimento de gás natural e a posterior anexação da Crimeia pela Rússia evidenciaram os riscos, por parte dos países da Europa, em depender do fornecimento russo de gás natural. Como agravante, o foco atual das políticas energéticas é a transição para uma economia menos poluente, no qual o gás natural tem papel chave de “combustível de transição”. Desta forma, espera-se que a parcela do consumo de gás natural aumente nos próximos anos, em detrimento dos demais combustíveis fósseis. Neste contexto, há uma certa urgência por parte dos governos europeus em buscar alternativas ao gás natural russo, caso queiram diminuir sua vulnerabilidade energética. Uma saída estratégica é o incentivo à produção nacional de fontes de energia renováveis, porém, esta solução requer um planejamento complexo, além de acesso à tecnologia, não sendo viável para alguns países do continente europeu. Uma outra estratégia, mais promissora no curto prazo, é a diversificação das importações através do comércio com as empresas americanas de GNL. Com a produção de shale gas nos Estados Unidos e o acidente de nuclear do Japão (principal consumidor de GNL) o spread entre os preços internos de gás natural norte-americano e os preços asiáticos de GNL aumentou significativamente. Esta diferença acarretou em uma onda de investimento em plantas de liquefação nos EUA, garantindo em aumento de oferta até 2020. No entanto, a demanda asiática por GNL não cresceu o quanto era esperado, fazendo com que parte dessa nova produção americana tenha que buscar novos mercados, sendo um deles, potencialmente, a Europa. Neste trabalho são utilizando as projeções de importações da União Europeia estimadas até 2040 pela IEA para calcular indicadores de vulnerabilidade energética, confirmando o potencial do GNL americano em auxiliar os governos da Europa no processo de transição energética. No entanto, o quanto o GNL norte-americano conseguirá ingressar no mercado consumidor europeu dependerá, ultimamente, das reações dos produtores russos – no papel de incumbentes – para defender seu market-share.
Palavras-chave: Gás natural
Política energética
Energia renovável
Política ambiental
Europa
Rússia
Assunto CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA::ECONOMIAS AGRARIA E DOS RECURSOS NATURAIS
Departamento: Instituto de Economia
Editor: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Data de publicação: 2018
País de publicação: Brasil
Idioma da publicação: por
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://hdl.handle.net/11422/4692
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