Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/11422/4935
Tipo: Trabalho de conclusão de graduação
Título: O homem econômico, a filosofia moral utilitarista de Bentham e o empobrecimento da economia
Autor(es)/Inventor(es): Santos, Jorge Ricardo Neres Saraiva Nascimento dos
Orientador: Possas, Maria Silvia
Resumo: Este trabalho analisa o empobrecimento da Economia apontado por Amartya Sen e por Durkheim com o objetivo de analisar o papel da noção do homem econômico (conceito que é inspirado na filosofia moral utilitarista) nesse empobrecimento e em que medida a noção do homem econômico diverge dos pressupostos éticos da filosofia moral utilitarista de Bentham. O empobrecimento da Economia no presente trabalho consiste no negligenciamento na teoria econômica da análise dos pressupostos éticos e demais fatores comportamentais que são inerentes ao comportamento econômico humano real e que não fazem parte da noção do homem econômico, causando perda para a Economia prejudicando a sua capacidade de analisar fenômenos econômicos reais ligados às tomadas de decisões econômicas. A importância da análise dos pressupostos éticos e do comportamento econômico real (com todas as suas peculiaridades) na Economia é ressaltada sob diferentes ângulos, já que estes são fatos objetivos que são decisivos nas tomadas de decisões econômicas. Conclui-se que, a maioria dos pressupostos que compõem a noção do homem econômico (detentor de completa informação a respeito das suas opções de escolha, tem comportamento sempre constante e coerente, calculista e maximizador, é egoísta e não leva em consideração o interesse das outras pessoas) é devido em grande medida a uma influência positivista na metodologia da Economia (que causou uma busca por uma simplificação da realidade e também uma busca por uma isenção de julgamentos de valor visando uma pretensa objetividade). Somente o pressuposto de que o ser humano é orientado pela utilidade na noção de homem econômico é fiel à filosofia moral utilitarista de Bentham. Apesar de tais limitações, a utilização do homem econômico tem os seus aspectos positivos, como realçado por Sen, ela ajuda a evidenciar certas relações entre variáveis interdependentes na sociedade. O problema é restringir o estudo do comportamento econômico humano somente à noção de homem econômico e negligenciar a incorporação de métodos e formas diferentes de ver e estudar esse comportamento na teoria econômica, o que causa grande limitação e empobrecimento da Economia. Neste trabalho é demonstrado que na filosofia moral de Bentham o princípio da utilidade é abrangente: o autointeresse do indivíduo benthamiano não é restrito ao egoísmo, ele comporta as mais diversas valorações pessoais e leva em consideração a felicidade dos outros; há o reconhecimento das limitações humanas (de cognição, percepção, e a dificuldade de manter um comportamento sempre coerente), e também das dimensões políticas, morais e religiosas dos indivíduos (além da dimensão física). Tal fato abre espaço para diversas análises do comportamento humano e de suas valorações individuais que são importantes nas tomadas de decisões econômicas, diferentemente do homem econômico. Por fim, tendo em vista tais fatos, chega-se a conclusão de que o empobrecimento da Economia pode ser creditado também ao afastamento da teoria econômica (e, portanto, da noção do homem econômico) da filosofia moral utilitarista de Bentham.
Palavras-chave: Comportamento econômico
Filosofia moral
Homem econômico
Tomada de decisão
Teoria econômica
Assunto CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS
Unidade produtora: Instituto de Economia
Editora: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Data de publicação: Jan-2017
País de publicação: Brasil
Idioma da publicação: por
Tipo de acesso: Acesso Aberto
Aparece nas coleções:Ciências Econômicas

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