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Tipo: Trabalho de conclusão de graduação
Título: O mercado de gás liquefeito de petróleo após a entrada de gás natural importado e sua tendência futura
Autor(es)/Inventor(es): Gastaldoni, Rodrigo Felippe
Orientador: Almeida, Edmar Luiz Fagundes de
Resumo: O trabalho em questão traz uma discussão sobre o mercado do Gás Liquefeito de Petróleo mais conhecido como gás de cozinha. O fato é que desde sua “chegada” como energético, seu mercado crescia ano a ano, até que por volta do ano 2000 esse consumo começou a cair, coincidentemente foi nesse mesmo período que o Gás Natural passou a ser importado da Bolívia e teve seu consumo incrementado fortemente. Curiosamente percebemos que o consumo de Lenha crescia, ou seja, seguindo tendência inversa do GLP, e passou a crescer depois de anos em queda. Muitos analistas apontaram que o responsável pela retração na demanda do GLP teria sido o GN devido a possível vantagem competitiva deste. O objetivo desse trabalho é justamente saber os reais motivos dessa ruptura na demanda do GLP. A partir daí estudamos a competitividade entre os energéticos. Ao analisarmos a variável preço verificamos que essa competitividade em preço não é verdadeira para o setor residencial e comercial. Já no setor industrial, sim, só que é uma minoria no consumo total do produto. Constatamos que a Lenha tem grande competitividade em preço em relação aos outros energéticos. Depois estudando a precificação do produto vimos que a liberalização do preço do GLP e o fim do subsídio fizeram com que o preço decolasse muito de maneira que a população teve que arcar com o ônus do aumento. O preço do botijão de 13 kg subiu de R$ 15,00 para R$ 32,00 em média. Ao estudar as variáveis de renda, população, consumo, preço e subsidio direto através do uso da estatística percebemos que tanto o preço, a renda e o fim do subsídio influenciam o consumo do GLP. Vimos que o aumento do preço e o fim do subsídio influenciaram negativamente o consumo enquanto o aumento da população e da renda contribuiu positivamente na demanda fazendo com que o consumo ficasse relativamente estável. Alem disso fizemos uma projeção de oferta e demanda futura de Gás liquefeito de Petróleo onde ficou constatado que obteremos um momento de oferta maior do que a demanda. Com isso acabaria-se com a necessidade de continuidade de restrições no mercado e o consumidor ficaria livre para escolher o que mais lhe for conveniente. 7 Sintetizando o trabalho percebemos que as variáveis são muitas e ter uma precisão exata não é uma tarefa muito simples, mas fica nítido que o Gás Natural não é o grande vilão do GLP residencial. Quem vem ganhando seu espaço é a Lenha uma vez que o preço do produto aumentou muito depois da liberalização de preço e como ela apesar de todas as dificuldades de uso e todos os problemas de saúde que ela gera ela tem grande competitividade em preço. O Gás natural desloca o GLP sim, mas no setor industrial onde sua facilidade e menor preço não permite concorrência aonde ele chega. Alem disso quanto mais a produção de Gás Natural aumenta, contribui para o aumento da oferta de GLP, permitindo assim que este consiga sua auto-suficiência interna. Daí surge uma discussão e enormes novas oportunidades de usos do GLP para o futuro.
Palavras-chave: Mercado de gás
Relações competitivas
Gás natural - Importação
Cenários - Brasil
Combustíveis
Carga tributária
Assunto CNPq: CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA
Departamento: Instituto de Economia
Editor: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Data de publicação: Mar-2009
País de publicação: Brasil
Idioma da publicação: por
Tipo de acesso: Acesso Aberto
URI: http://hdl.handle.net/11422/5167
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