Por favor, use este identificador para citar o enlazar este ítem: http://hdl.handle.net/11422/16716
Especie: Trabalho de conclusão de graduação
Título : “Quiseram que ali se plantasse solidão e morte”: estado, seca e poder na região de Canudos (1897-1969)
Autor(es)/Inventor(es): Marinho, Anderson Henrique Ferreira
Tutor: Pádua, José Augusto
Resumen: Este trabalho nasce com o objetivo de analisar outros capítulos da história de Canudos, que não aqueles tornados clássicos e ostensivamente debatidos, investigados e relidos. Esse esforço em analisar e lançar uma compreensão sobre os períodos que não são o da guerra ou das narrativas euclidianas, não nasce com a intenção de desmerecer essa história tornada clássica, inserida em obras de diversos gêneros, porque considera-se importante o que ocorreu entre os anos de 1893 e 1897, então, não é a intenção falar que esse período não foi importante, porque ele o foi. Ao realizarmos as pesquisas que fundamentam esse trabalho partimos da ideia de que existem outros momentos e outras camadas da história de Canudos e do sertão que devem ganhar relevo para aqueles que já estão familiarizados com essa temática. Nesse sentido, nosso esforço foi analisar o que ocorreu nas décadas em que Canudos ressurge como um povoado no mesmo local em que ocorreu a guerra e porque o Estado retorna àquela localidade, para construir estradas e em seguida um açude. Sendo esse açude construído sobre as ruinas de Belo Monte e do povoado de Canudos. Esses fatos até hoje foram poucas vezes objeto da historiografia e pretendemos com esse trabalho dar continuidade sobre essas análises, como a inserção do Açude Cocorobó dentro do contexto do discurso desenvolvimentista e os debates sobre a seca do período. Entender a região de Canudos passa por analisar o fenômeno da seca, assim como a ação do Estado no sertão semiárido. Belo Monte, que em 1897 contava com uma das maiores aglomerações urbanas da Bahia, no século XX dá lugar a um pequeno povoado de vida pacata e simples, impactada pela seca e pelas escolhas dos sujeitos pela ação estatal. As vezes chamada de Segunda Canudos, esse povoado aos poucos passou a ter a atenção de políticos e burocratas, para que no final da década de 1960 grande parte dos seus vestígios históricos fosse submerso por uma obra de “combate” a seca. Canudos foi guerra, Canudos foi medo, Canudos foi sertão, hoje Canudos é água.
Materia: História do Brasil
Guerra de Canudos
Materia CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA::HISTORIA DO BRASIL
Unidade de producción: Instituto de História
Editor: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Fecha de publicación: 2019
País de edición : Brasil
Idioma de publicación: por
Tipo de acceso : Acesso Aberto
Aparece en las colecciones: História

Ficheros en este ítem:
Fichero Descripción Tamaño Formato  
AMarinho.pdf.pdf443.01 kBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Los ítems de DSpace están protegidos por copyright, con todos los derechos reservados, a menos que se indique lo contrario.