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Dos modos de atenção hupd'äh no Alto Rio Negro

dc.contributor.advisorFausto, Carlos
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/2149717104656348pt_BR
dc.contributor.referee1Costa, Luiz
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8438434758397818pt_BR
dc.contributor.referee2Marques, Bruno Ribeiro
dc.contributor.referee2Latteshttps://lattes.cnpq.br/3084088709760473pt_BR
dc.contributor.referee3Oliveira, Ana Gita de
dc.contributor.referee4Cayón Durán, Luis Abraham
dc.contributor.referee4Latteshttps://lattes.cnpq.br/6491817482510411pt_BR
dc.creatorSilva, Rafael Moreira Serra da
dc.creator.Latteshttps://lattes.cnpq.br/2602893019080974pt_BR
dc.date.accessioned2026-03-09T22:04:59Z
dc.date.available2026-05-16T03:08:59Z
dc.date.issued2025-02-25
dc.description.abstractThe Hupd'äh of the Upper Rio Negro (São Gabriel da Cachoeira/Brazil) are great storytellers. Sometimes with a playful tone, at other times with a sense of fear and seriousness, they enjoy narrating events about the origin of the world and everyday situations, which they call pinig, a term glossed as “myth” or “story” (Ramos, 2013, p. 18). These situations emerge, on the one hand, when the Hupd’äh build their houses, clean the community, organize collective work efforts, request documents, among other activities they classify as bí — a verb in the Hup language that means “to do”, “to make,” and “to work” (Ramirez, 2006, p. 49) —; on the other hand, when they hunt, fish, gather fruits from the forest, visit relatives, and perform other tasks they call k’ët k𝑜́̈, a term they translate into Portuguese as “passear” (“to stroll”) (ibid, 2006, p. 100). These occasions provide excellent opportunities to hear accounts of incidents they have experienced or only heard about, involving a wide range of beings known in their language as yo’òm ĩh (male gender or neutral), yo'òm ãy (female gender), or yo´òm d´äh (plural). This expression encompasses both humans and “spirits”, which I refer to in the dissertation as alter-humans, situated in conditions of authority and leadership, with whom the Hupd’äh come into contact in the city, in the community, in the forest, and in the cosmic plane. Encounters with different types of yo´òm d´äh involve feelings of joy and sadness, care and deceit, protection and danger, life and death, demanding, as we shall see, distinct modes of attention. We will seek to understand the complexity of these interactions, simultaneously symmetrical and asymmetrical, focusing on Píj Dëh, Santa Cruz do Cabari, a Hup community located in the middle Uaupés, composed mostly of low-ranking Indigenous people who coexist daily with this multiplicity of beings, occupying positions of chiefs, owners and bosses (male and female).pt_BR
dc.description.resumoOs Hupd'äh do Alto Rio Negro (São Gabriel da Cachoeira/Brasil) são grandes contadores de histórias. Ora em tom de brincadeira, ora com uma dose de medo e seriedade, eles gostam de narrar tanto eventos sobre a origem do mundo quanto cotidianos, que chamam de pinig, termo glosado como “mito” ou “história” (Ramos, 2013, p. 18). Essas situações emergem, por um lado, quando os Hupd’äh constroem suas casas, limpam a comunidade, organizam mutirões, solicitam documentos na cidade, entre outras atividades que classificam como bí ´— verbo na língua hup que significa “fazer”, “fabricar” e “trabalhar” (Ramirez, 2006, p. 49) —, por outro, quando caçam, pescam, extraem frutos da floresta, visitam parentes e realizam outras tarefas que denominam k’ët k𝑜́̈, termo que traduzem em português como “passear” (ibid, 2006, p. 100). Essas ocasiões constituem excelentes oportunidades para ouvir relatos sobre incidentes que vivenciaram ou apenas escutaram, envolvendo uma gama de sujeitos conhecidos em sua língua como yo’òm ĩh (gênero masculino), yo'òm ãy (gênero feminino) ou yo´òm d´äh (plural). Essa expressão abarca tanto humanos quanto “espíritos”, que denomino na tese como alter-humanos, situados em condições de autoridade e chefia, e com os quais os Hupd’äh se deparam na cidade, na comunidade, na floresta e no plano cósmico. Os encontros com diferentes tipos de yo´òm d´äh envolvem sensações de alegria e tristeza, cuidado e engano, proteção e perigo, vida e morte, exigindo, como veremos, distintos modos de atenção. Buscaremos compreender a complexidade dessas interações, simultaneamente simétricas e assimétricas, tendo como ponto focal Píj Dëh, Santa Cruz do Cabari, uma comunidade hup localizada no médio Uaupés, composta majoritariamente por indígenas de baixa hierarquia, que convivem cotidianamente com essa multiplicidade de sujeitos, ocupando posições de chefes e chefas, donos e donas, patrões e patroas.pt_BR
dc.embargo.termsabertopt_BR
dc.identifier.citationSILVA, Rafael Moreira Serra da. Dos modos de atenção hupd'äh no Alto Rio Negro. 2025. 418 f. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11422/28790
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Rio de Janeiropt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentMuseu Nacionalpt_BR
dc.publisher.initialsUFRJpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Antropologia Socialpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectÍndios Hupdápt_BR
dc.subjectIndígenas da América do Sulpt_BR
dc.subjectEtnologiapt_BR
dc.subjectTerra Indígena Alto Rio Negro (AM)pt_BR
dc.subjectHupda Indianspt_BR
dc.subjectIndians of South Americapt_BR
dc.subjectEthnologypt_BR
dc.subjectTerra Indígena Alto Rio Negro (AM)pt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIA::ETNOLOGIA INDIGENApt_BR
dc.titleDos modos de atenção hupd'äh no Alto Rio Negropt_BR
dc.typeTesept_BR

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