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Uma onisciência em xeque: a subversão da voz narrativa em Ao Farol

dc.contributor.advisorNeves, Júlia Braga
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/3595438360845230pt_BR
dc.creatorBarroso, Luíza Araújo
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7860987810893868pt_BR
dc.date.accessioned2024-08-14T14:00:20Z
dc.date.available2026-05-16T03:08:42Z
dc.date.issued2024
dc.description.resumoEm Ao Farol (1927), Virginia Woolf experimenta com a voz narrativa, fazendo uso do recurso tradicional da onisciência, mas subvertendo-o, de modo que não se encaixa nas categorias prototípicas de narrador. Apesar de ter acesso às consciências das personagens, o modo como o narrador apresenta e comenta os pensamentos delas ao longo do romance, não tendo certeza de como interpretá-los, faz com que o peso de sua autoridade seja subvertido, de modo que ela parece ser praticamente igualada à relevância das personagens. A multiplicidade de pontos de vista subjetivos, incluindo aquele do narrador, está de acordo com a noção modernista de fragmentação, que ajuda Woolf a traduzir a complexidade da natureza humana. O narrador exibe relatos diferentes ao longo do livro, o que pode ser entendido como um afetamento pela guerra: antes e após a guerra, com a casa cheia, acompanha-se majoritariamente os pensamentos das personagens; já no período de guerras, sozinho na casa, ele observa as mudanças que ela sofre e tece seus próprios comentários mais claramente. Nesse sentido, é possível traçar uma relação entre a postura do narrador e o contexto sócio-histórico da Grande Guerra (1914-1918) vivida por Woolf alguns anos antes e representada no romance. A postura do narrador em “O Tempo Passa”, que cobre a década em que a casa fica vazia por conta da guerra, parece uma forma que Woolf encontrou para representar o terror da guerra, principalmente no que tange a experiência civil, que foi impactada, ainda que estivesse distante daquilo que ocorria na fronte. Os horrores vistos pelo narrador – a destruição da casa, as mortes de suas personagens – culminam em seu entendimento de que não é possível haver uma representação fidedigna da realidade de modo objetivo e não-fragmentado.pt_BR
dc.embargo.termsabertopt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11422/23424
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Rio de Janeiropt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Letraspt_BR
dc.publisher.initialsUFRJpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectLiteratura inglesapt_BR
dc.subjectWoolf, Virginia 1882-1941pt_BR
dc.subjectMulheres e literaturapt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::OUTRAS LITERATURAS VERNACULASpt_BR
dc.titleUma onisciência em xeque: a subversão da voz narrativa em Ao Farolpt_BR
dc.typeTrabalho de conclusão de graduaçãopt_BR

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