Os nomes de Deus na prosa de Hilda Hilst
| dc.contributor.advisor | Bastos, Adauri Silva | |
| dc.contributor.advisorLattes | http://lattes.cnpq.br/2868994300493993 | pt_BR |
| dc.creator | Barbosa, Jamile dos Santos | |
| dc.date.accessioned | 2025-03-31T12:35:43Z | |
| dc.date.available | 2026-05-16T03:08:50Z | |
| dc.date.issued | 2025 | |
| dc.description.resumo | Esta monografia propõe uma análise dos termos utilizados por Hilda Hilst para se referir a Deus na coletânea de contos Kadosh (1973) e na novela A obscena Senhora D (1982), com o objetivo de entender a relação entre os diferentes nomes e a variedade de facetas de Deus exploradas nas narrativas. A pesquisa parte da premissa de que a terminologia empregada pela autora possibilita o questionamento das crenças religiosas e a investigação da relação entre fé, dúvida e loucura. A metodologia adotada é a análise comparativa dos escritos que compõem os dois livros, destacando os contextos em que os termos aparecem e suas implicações na construção narrativa. Os resultados apontam que Hilda Hilst ressignifica a figura divina, atribuindo-lhe características contraditórias que transitam entre o sagrado e o profano. Em A obscena Senhora D, Hillé, em luto e desesperada, chama Deus de “Porco-Menino Construtor do Mundo”, uma expressão que revela sua visão de um Deus infantil e cruel, a brincar irresponsavelmente com a existência humana. Já em Kadosh a nomeação de Deus oscila entre termos como “Grande Incorruptível”, “Máscara do Nojo” e “Cara Cavada”, refletindo a busca intensa dos protagonistas por significado e pertencimento. Os nomes empregados nos dois livros vão além das tradicionais representações divinas como “Deus”, “Criador”, “Senhor”, “Pai” ou “Salvador”, pois questionam a imagem imaculada e onipotente do divino, subvertendo as expectativas culturais. Portanto, pode-se concluir que, ao subverter as concepções tradicionais de Deus, Hilda Hilst cria um espaço literário em que a linguagem se torna um instrumento de confrontação, ironia e reflexão sobre a existência humana. Assim, a escritora desafia o leitor a repensar as noções de fé, moralidade e a própria natureza divina, construindo enredos ricos em significados contraditórios e profundos. | pt_BR |
| dc.embargo.terms | aberto | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/11422/25445 | |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal do Rio de Janeiro | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.publisher.department | Faculdade de Letras | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFRJ | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.subject | Literatura brasileira | pt_BR |
| dc.subject | Crítica e interpretação | pt_BR |
| dc.subject | Hilst, Hilda 1930-2004 | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURA BRASILEIRA | pt_BR |
| dc.title | Os nomes de Deus na prosa de Hilda Hilst | pt_BR |
| dc.type | Trabalho de conclusão de graduação | pt_BR |