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Da miçanga à reantropofagia: traduções da arte indígena

dc.contributor.advisorPenna, João Camillo Barros de Oliveira
dc.contributor.advisorIDhttps://orcid.org/0000-0002-8844-1374pt_BR
dc.contributor.advisorLatteshttps://lattes.cnpq.br/4617885768293954pt_BR
dc.contributor.referee1Moura, Clarissa Diniz de
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8532239581889371pt_BR
dc.contributor.referee2Reinaldim, Ivair
dc.contributor.referee2IDhttps://orcid.org/0000-0002-0415-7422pt_BR
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/8262670584863922pt_BR
dc.contributor.referee3Santos, Carolina Correia dos
dc.contributor.referee3IDhttps://orcid.org/0000-0003-1810-2921pt_BR
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/1464897551546351pt_BR
dc.contributor.referee4Coelho, Frederico Oliveira
dc.contributor.referee4Latteshttp://lattes.cnpq.br/2963677662684936pt_BR
dc.creatorAmparo, Paula Cristina Gomes do
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1388117504103532pt_BR
dc.date.accessioned2026-06-15T18:55:52Z
dc.date.available2026-06-17T03:00:10Z
dc.date.issued2025-09-19
dc.description.abstractThe dissertation investigates the systems of translation that indigenous art establishes when it comes into contact with the world of art institutions, in situations often marked by equivocations and conflicts of interests. In the first two chapters, I delve into an ethnological vocabulary to understand the different ways in which indigenous people assimilate or reject things that are provided by otherness – the white man, the enemy, the foreigner. Ritual anthropophagy is one of these ways of relating to the other, a widespread practice in the field of literature and visual arts mainly due to S. Paulo Modernism, and the works of Oswald de Andrade and Mário de Andrade. This relational system is part of a cognitive model interpreted as a metaphysics of predation, displayed in this dissertation in aesthetical situations where the relationship between thing and beings is involved – animals, humans, supernatural beings. The beads (miçangas) are part of this industrial apparatus, which was introduced into the indigenous world by white men. In the last two chapters, ethnological vocabulary is explored alongside Contemporary Indigenous Painting by Jaider Esbell and Denilson Baniwa, to mark a turning point in which theorists in the disciplinary field of art feel more comfortable to discuss the indigenous aesthetics as an artistic solution. The art/artifact conflict is left aside, in order to analyze the necessary conditions for an object produced by an indigenous person be considered art. Some exhibitions exemplify the issues of this thesis: No caminho da miçanga: um mundo que se faz de contas (2016) curated by Els Lagrou, Véxoa: nós sabemos (2019) curated by Naine Terena and ReAntropofagia (2019) curated by Denilson Baniwa and Pedro Gradella. The performances of the indigenous leader Aritana at the 13th São Paulo Biennial (1975) and Jaider Esbell at the 34th São Paulo Biennial (2021) emphasizes the importance of indigenous people claiming the authorship. As a counterpoint, there’s the active listening, which is elaborated in the encounter of Mario de Andrade's Macunaíma (1928) and Jaider Esbell's Makunaimî.pt_BR
dc.description.resumoA tese investiga os sistemas de tradução que a arte indígena estabelece quando entra em contato com o mundo das instituições tradicionais de arte, situações comumente marcadas por equívocos e desencontro de interesses. Nos dois primeiros capítulos, me aprofundo em um vocabulário etnológico para entender as diversas formas como grupos indígenas assimilam ou rejeitam as coisas que são fornecidas pela alteridade – o branco, o inimigo, o estrangeiro. A antropofagia ritual figura como uma dessas maneiras de se relacionar com o outro, uma prática bastante difundida no campo da literatura e das artes visuais sobretudo devido ao modernismo paulista, e às obras de Oswald de Andrade e de Mário de Andrade. Esse sistema relacional faz parte de um modelo cognitivo interpretado como uma metafísica da predação, que na tese aparece em situações que se dão pela via estética entre a coisa e os seres envolvidos – animais, humanos, sobrenaturais. A miçanga faz parte desse aparato industrial, que foi introduzido no mundo indígena pelo homem branco. Nos dois últimos capítulos, o vocabulário etnológico é trabalhado ao lado da Pintura Indígena Contemporânea de Jaider Esbell e Denilson Baniwa, para marcamos um momento de virada em que teóricos do campo disciplinar da arte ficam mais confortáveis em afirmar que estão diante de uma solução artística. A querela arte/artesanato é deixada de lado, para nos aprofundarmos nas condições necessárias para que um objeto produzido por um indígena seja considerado arte. Algumas exposições exemplificam as questões levantadas na tese: No caminho da miçanga: um mundo que se faz de contas (2016) curada por Els Lagrou, Véxoa: nós sabemos (2019) curada por Naine Terena e ReAntropofagia (2019) curada por Denilson Baniwa e Pedro Gradella. As atuações do cacique Aritana na 13° Bienal de São Paulo (1975) e de Jaider Esbell na 34° Bienal de São Paulo (2021) enfatizam a importância de o indígena reivindicar o lugar da autoria. Como contraponto, existe o lugar da escuta, que é elaborado frente ao encontro do Macunaíma (1928) de Mário de Andrade e do Makunaimî de Jaider Esbell.pt_BR
dc.embargo.termsabertopt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11422/29359
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Rio de Janeiropt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Letraspt_BR
dc.publisher.initialsUFRJpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciência da Literaturapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectArte contemporâneapt_BR
dc.subjectAntropofagiapt_BR
dc.subjectIndígenapt_BR
dc.subjectLiteraturapt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::TEORIA LITERARIApt_BR
dc.titleDa miçanga à reantropofagia: traduções da arte indígenapt_BR
dc.typeTesept_BR

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