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Pique favela: as montagens do funk carioca

dc.contributor.advisorFacina, Adriana
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/1031649453998211pt_BR
dc.contributor.referee1Lima, Antonio Carlos de Souza
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0201883600417969pt_BR
dc.contributor.referee2Pereira, Pereira
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/6628113763709058pt_BR
dc.contributor.referee3Reyner, Igor Reis
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/6868726127107467pt_BR
dc.contributor.referee4Côrtes, Dennis Novaes Saldanha
dc.contributor.referee4Latteshttp://lattes.cnpq.br/9620676180705786pt_BR
dc.creatorRosa, Daniela Moreira de Faria de Oliveira
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1537962467882383pt_BR
dc.date.accessioned2026-07-23T20:13:57Z
dc.date.available2026-07-25T03:00:11Z
dc.date.issued2025-12-02
dc.description.abstractFunk Carioca is the first Brazilian genre of electronic dance music. It is produced by DJs at funk parties—Sound System events where the music is created through a DJ’s live performance and amplified by walls of stacked speakers—which have been held in the outskirts of Rio de Janeiro since the 1970s. Produced using electronic drum machines, computers, and, today, even cell phones, funk is constructed through montage techniques, in which DJs combine samples from the funk repertoire with sound materials from various sources. Since the 1990s, however, DJs at funk parties (bailes funk) have been creating tracks called “montagem,” in which sampling techniques are taken to the extreme, producing fragmented, pulsating sounds that embody the funk DJ’s virtuosity, the genre’s archives, and the party’s rhythm—its “pique”. Because they are created by collaging parts of preexisting songs, their production costs are low, which has allowed new artists to enter the scene since its inception. Furthermore, montagens have served as a vehicle for artists to experiment with and spread Funk Carioca and are directly linked to the emergence of new aesthetics within the genre. These and other characteristics make montages complex objects of analysis, but also valuable tools for observing the creative and preservation processes of Funk Carioca.To this end, I describe the types of montages—“old-school” montages, Proibidão montages, and Putaria montages—within their historical context, paying close attention to the ways in which funk DJs articulate notions of territory and memory through sound and the manipulation of samples. As a methodology, I conducted a literature review of studies on funk (1988–2020) to map shifts in perspective and the so-called “technical turn,” understanding how these mixes are present in academic writings on the circuit and the genre; I conducted a survey and analysis of albums released by sound crews and DJs in the 1980s and 1990s to understand the emergence of montages and their role in the process of nationalizing Rio de Janeiro funk. The research also includes a musical analysis of montages available on digital platforms and in Carlos Palombini’s montage collection. At the same time, I have been conducting multisited ethnography since 2018 through participant observation at bailes funk in communities in the North, West, South, and Central zones of Rio de Janeiro, and, since 2022, in music studios dedicated to funk and located in Rio de Janeiro’s favelas, where I also work as an audiovisualprofessional. The research also includes interviews with DJs, MCs, studio owners, and funk entrepreneurs. Ultimately, it is concluded that these montages serve as vehicles for experimentation for DJs, through which one can learn about the history of the bailes funk via their sound archives and, consequently, about the sensations of the past shared by a community, which are continually updated in the music to meet the demands of the present.pt_BR
dc.description.resumoO funk carioca é o primeiro gênero brasileiro de música eletrônica dançante. Ele é produzido por DJs de bailes funk, que são festas de Sound System onde a música é criada pela performance ao vivo de um DJ e amplificada por paredões de caixas de som empilhadas -, organizadas nas periferias do Rio de Janeiro desde 1970. Produzido em baterias eletrônicas, computadores e, hoje, até em celulares, o funk se constrói por práticas de montagem, pelas quais DJs manuseiam samples do repertório funkeiro com materiais sonoros de origens diversas. Desde a década de 1990, entretanto, DJs de bailes funk criam faixas musicais chamadas “montagem”, nas quais as práticas de sampleagem são exacerbadas, criando sonoridades fragmentadas e pulsantes, que carregam o virtuosismo do DJ de funk, os arquivos do gênero e o ritmo do baile – seu “pique”. Por serem criadas através da colagem de partes de músicas preexistentes, seu custo de produção é baixo, o que tem permitido a entrada de novos artistas no circuito desde o seu surgimento. Além disso, as montagens têm servido a artistas como veículo de experimentação e propagação do funk carioca e estão diretamente relacionadas à emergência de novas estéticas no gênero. Estas e outras características tornam as montagens objetos complexos para análise, mas também ferramentas valiosas para observar os processos de criação e preservação do funk carioca. Meu objetivo é centralizar essas produções no debate acadêmico do funk, uma vez que elas ainda não foram suficientemente analisadas. Para tanto, descrevo os tipos de montagem – montagem “das antigas”, montagem de Proibidão e montagem de Putaria -, contextualizadas historicamente, atentando para os modos pelos quais DJs de funk articulam noções de território e memória por meio do som e da manipulação de samples. Como metodologia, realizei uma revisão bibliográfica dos estudos sobre o funk (1988–2020) para mapear mudanças de perspectiva e a chamada “virada técnica”, compreendendo de que formas as montagens se fazem presentes nos escritos acadêmicos sobre o circuito e gênero; efetuei levantamento e análise dos discos lançados por equipes de som e DJs nas décadas de 1980 e 1990, a fim de compreender a emergência das montagens e sua participação no processo de nacionalização do funk carioca. A pesquisa inclui também análise musical de montagens disponibilizadas em plataformas digitais e no acervo de montagens de Carlos Palombini. Paralelamente, conduzo etnografia multissituada desde 2018, por meio da observação participante em bailes funk em comunidades na Zona Norte, Oeste, Sul e Centro e, desde 2022, em estúdios musicais dedicados ao funk e localizados em favelas do Rio de Janeiro, onde atuo também como profissional do audiovisual. A pesquisa conta ainda com entrevistas conduzidas com DJs, MCs, donos de estúdios e empresários do funk. Ao final, conclui-se que as montagens são veículos de experimentação para os DJs, através dos quais se pode conhecer a história dos bailes por meio de seus arquivos sonoros e, consequentemente, das sensações do passado compartilhadas por uma comunidade, que são continuamente atualizadas nas músicas às demandas do presente.pt_BR
dc.description.sponsorshipBrasil. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superiorpt_BR
dc.embargo.termsabertopt_BR
dc.identifier.citationRosa, Daniela Moreira de Faria de Oliveira. Pique favela: as montagens do funk carioca. 2026. 364 f. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11422/29781
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Rio de Janeiropt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentMuseu Nacionalpt_BR
dc.publisher.initialsUFRJpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Antropologia Socialpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectFunk (Música)pt_BR
dc.subjectPeriferiaspt_BR
dc.subjectFavelaspt_BR
dc.subjectRio de Janeiro (RJ)pt_BR
dc.subjectFunk (Music)pt_BR
dc.subjectInner citiespt_BR
dc.subjectSlumspt_BR
dc.subjectRio de Janeiro (Brazil)pt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIApt_BR
dc.titlePique favela: as montagens do funk cariocapt_BR
dc.typeTesept_BR

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