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Sob o véu da herança: legado, narrativa e identidade na análise de três personagens de A Manta do Soldado

dc.contributor.advisorFagundes, Mônica Genelhu
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/9047812239170140pt_BR
dc.contributor.referee1Barbosa, Marlon Augusto
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0567685356680962pt_BR
dc.creatorCecilio, Maria Eduarda Franco
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5671700334209304pt_BR
dc.date.accessioned2025-08-15T01:29:53Z
dc.date.available2026-05-16T03:00:30Z
dc.date.issued2025
dc.description.resumoDe acordo com Georges Didi-Huberman (2020, p.13), “uma herança nunca é um ‘bem’ tranquilamente colocado à nossa disposição, mas antes um campo de tensões que nos são perpetuamente reconduzidas”. Partindo da concepção de herança como um elemento conflituoso, vivo e ambíguo, este trabalho propõe uma análise desse legado na constituição das complexas relações estabelecidas entre três personagens da família que protagoniza A manta do soldado, obra da autora portuguesa Lídia Jorge. O objetivo é observar cuidadosamente as imagens associadas à narradora-protagonista inominada, ao seu avô Francisco, patriarca familiar, e ao seu pai Walter, que a abandonou ainda na infância. Nesse sentido, busca-se conceber de que maneira a herança — não apenas material, mas também simbólica, afetiva e ideológica — delineia os laços estabelecidos entre essas figuras, bem como intervém direta e profundamente na formação de suas identidades. Para compreender a natureza testamentária presente na lógica social, conjugam-se, aqui, as concepções de Engels (2019), Arendt (2016) e Didi-Huberman (2020), sempre em diálogo com a leitura literária do romance. Essa, por sua vez, foca nos encontros e desencontros entre as personagens, identificando suas semelhanças e disparidades enquanto sujeitos da narrativa. Recorre-se também à Teoria da Personagem e à fortuna crítica da obra para abarcar a complexidade do tema. A análise revela que a herança se manifesta involuntariamente e, por vezes, de maneira quase inescapável às personagens. Enquanto eles tentam fugir dos “tesouros” que receberam, acabam percebendo-se reprodutores de uma mesma lógica que os precedeu, isto é, repetindo padrões herdados. Em resumo, a investigação literária aqui realizada aponta que Walter e Francisco estão unidos por um certo exercício de masculinidade; avô e neta pela dificuldade de deixar o território; e pai e filha por um desejo como de escapar da realidade opressiva em que vivem. Por fim, o trabalho destaca a relevância da narradora, que, por meio de um longo processo de autoelaboração pela escrita e de seu contato afetivo com a terra, torna possível a ruptura parcial desse ciclo masculino e a reinvenção de um novo sentido para o legado familiar.pt_BR
dc.embargo.termsabertopt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11422/26700
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Rio de Janeiropt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Letraspt_BR
dc.publisher.initialsUFRJpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectLiteratura portuguesapt_BR
dc.subjectLídia Jorgept_BR
dc.subjectHerançapt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRASpt_BR
dc.titleSob o véu da herança: legado, narrativa e identidade na análise de três personagens de A Manta do Soldadopt_BR
dc.typeTrabalho de conclusão de graduaçãopt_BR

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