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Hiato e travessia: a fotografia como construção da memória

dc.contributor.advisorJacob, Elizabeth Motta
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/2482165660271239pt_BR
dc.creatorAzevedo, Suzane Batalha
dc.date.accessioned2025-02-06T21:17:25Z
dc.date.available2026-05-16T03:08:48Z
dc.date.issued2022-09-15
dc.description.resumoO presente trabalho tem como objetivo traçar uma narrativa entre o caráter, valor e o uso da fotografia como um dos grandes instrumentos portadores de memória ao longo da história. Problematiza-se a memória como portadora de passado num contexto de efemeridade do atual, já que nos dias que correm, o excesso de produção imagética ressignifica constantemente o presente, e por isso, tão logo se torna passado. Neste contexto, categorias como tempo e espaço também se tornam dissolúveis, assim como no paralelo entre fotografia analógica e digital em que a fotografia passa pelo processo de “deixar de ser física”, para se tornar virtual com o avanço da tecnologia. Onde realmente estamos, se desaparecemos um pouco mais a cada piscar de olhos? Neste sentido, é possível perceber que os processos de memória desencadeados por fotografias de diversos nichos, apontam para a mesma direção: a de que as imagens carregam o tempo em um fluxo. E em paralelo, vamos tratar do paradigma do apagamento da memória. A vezes esqueçamos quem somos. Nossas lembranças estão restritas ao espaço-tempo e sujeitas aos parâmetros que nos regem enquanto seres humanos finitos – vida, morte e cronologia inexata. Ao mesmo tempo, estão livres, já que não é possível prender memórias, mas sim preservá-las, na medida em que são livres no mundo e podem ser vistas de épocas distintas. Em suma: por mais física que nossa rede neural possa ser, nossas memórias são o afago fugaz e oscilante que nos mantém vivos. Assim como o Alzheimer, que degenera as conexões cerebrais e as próprias células, se não insistirmos no exercício de revistar nossa essência por meio de nossa história e fundamentos, seremos reduzidos a um apagado de nós. Através da criação de um livro-poema, é levantado o questionamento da literalidade da memória enquanto física e o poder de um objeto ao eternizar essas lembranças em um estado volátil inserido em passado, presente e futuro.pt_BR
dc.embargo.termsabertopt_BR
dc.identifier.citationAZEVEDO, Suzane Batalha. Hiato e travessia: a fotografia como construção da memória. 2022. 52 f. TCC (Graduação) - Curso de Comunicação Visual Design, Escola de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2022.pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11422/24994
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Rio de Janeiropt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentEscola de Belas Artespt_BR
dc.publisher.initialsUFRJpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectFotografiapt_BR
dc.subjectMemóriapt_BR
dc.subjectIdentidadept_BR
dc.subjectTempopt_BR
dc.subjectAlzheimer, doença dept_BR
dc.subjectEsquecimentopt_BR
dc.subjectPhotographypt_BR
dc.subjectMemorypt_BR
dc.subjectIdentitypt_BR
dc.subjectTimept_BR
dc.subjectAlzheimer's diseasept_BR
dc.subjectOblivionpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::COMUNICACAO::COMUNICACAO VISUALpt_BR
dc.titleHiato e travessia: a fotografia como construção da memóriapt_BR
dc.typeTrabalho de conclusão de graduaçãopt_BR

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