Dois minutos de ódio revisitados: performances afetivo-discursivas nas redes sociais digitais e na política contemporânea
| dc.contributor.advisor | Fabrício, Branca Falabella | |
| dc.contributor.advisorLattes | http://lattes.cnpq.br/6686961506243048 | pt_BR |
| dc.creator | Lacerda, Rafaela Torres | |
| dc.date.accessioned | 2026-05-22T16:26:03Z | |
| dc.date.available | 2026-05-24T03:00:15Z | |
| dc.date.issued | 2025 | |
| dc.description.resumo | Este trabalho analisa as performances de ódio na política durante o segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 2018, estabelecendo um diálogo crítico com a obra distópica “1984” de George Orwell. A pesquisa investiga como o ódio é produzido e performado discursivamente através da articulação entre linguagem, afeto e poder, examinando a materialidade discursiva e o modo como signos indexam afetos em declarações públicas de Jair Bolsonaro e em postagens nas redes sociais. Adotando a metodologia de rastreamento de trajetórias textuais (Blommaert, 2005; Fabrício 2013, 2014), o estudo mapeia como discursos de ódio circulam, se transformam e produzem efeitos em diferentes contextos digitais. A fundamentação teórica articula os conceitos de circulação afetiva (Ahmed, 2004), indexicalidade e ecologias comunicativas (Hanks, 1999; Blommaert, 2005), e a produção discursiva da alteridade no contexto político brasileiro (Borba, 2020; Fabrício, 2020). A conversa entre a distopia ficcional do escritor inglês e o momento político atual revela continuidades estruturais entre as técnicas de controle afetivo imaginadas em 1984 e as práticas discursivas autoritárias contemporâneas, demonstrando que, embora os mecanismos sejam historicamente distintos, ambos compartilham a função de “moldar” subjetividades por meio do controle afetivo e simbólico. Os resultados evidenciam que o ódio funciona como dispositivo discursivo que constrói inimigos simbólicos, delimita fronteiras identitárias e legitima práticas de exclusão, operando através de circuitos afetivos amplificados por algoritmos das plataformas digitais. O estudo conclui que compreender o ódio como prática discursiva performativa possibilita pensar formas de resistência que considerem o afeto como campo de disputa política, contribuindo para a desnaturalização das exclusões e a reinvenção de formas mais inclusivas de sociabilidade política. | pt_BR |
| dc.embargo.terms | aberto | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/11422/29221 | |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal do Rio de Janeiro | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.publisher.department | Faculdade de Letras | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFRJ | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.subject | Literatura inglesa | pt_BR |
| dc.subject | Crítica e interpretação | pt_BR |
| dc.subject | Orwell, George 1903-1950 | pt_BR |
| dc.subject | Discurso de ódio | pt_BR |
| dc.subject | Política | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURAS ESTRANGEIRAS MODERNAS | pt_BR |
| dc.title | Dois minutos de ódio revisitados: performances afetivo-discursivas nas redes sociais digitais e na política contemporânea | pt_BR |
| dc.type | Trabalho de conclusão de graduação | pt_BR |