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Em foco a diacronia: um estudo de cláusulas insubordinadas em textos jurídicos do século XIII

dc.contributor.advisorRodrigues, Violeta Virginia
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/7907063278349571pt_BR
dc.creatorPereira, Beatriz dos Santos
dc.date.accessioned2026-01-23T12:55:38Z
dc.date.available2026-05-16T03:08:57Z
dc.date.issued2025
dc.description.resumoGramáticas da língua portuguesa dedicam um número considerável de páginas à descrição da coordenação e da subordinação como os dois grandes processos de conexão de orações no período composto que ocorrem na língua. Rodrigues (2021) evidencia outra possibilidade no português atual, as cláusulas insubordinadas, encontradas especialmente nas redes sociais. Será que o fenômeno da insubordinação é algo que se limita à contemporaneidade? Sob que padrão suas cláusulas ocorrem? Há relação das insubordinadas com o cotexto1? Essas são algumas perguntas-chave que guiam este trabalho, que se detém sobre a diacronia do português a partir de textos jurídicos do século XIII, com o objetivo de rastrear os usos das insubordinadas e analisar a sua estrutura. Nossa principal hipótese é a de que a insubordinação se configura como um processo sintático cuja ocorrência remonta a textos medievais da língua portuguesa, o que evidencia que não se trata de um processo exclusivo da sincronia atual. Nossos pressupostos teóricos partem de Mithun (2008) e Heine, Kaltenböck e Kuteva (2016), que propõem duas hipóteses de explicação para o surgimento e o funcionamento das insubordinadas, respectivamente: a extensão funcional e o status das orações como unidades téticas, propiciado pela operação de cooptação. A partir de uma análise da língua em uso apoiada na abordagem funcionalista, nossa pesquisa se respalda em Evans (2007) que, em seu estudo sobre o fenômeno, atestou que tanto no âmbito da língua falada, quanto no da língua escrita, há a presença de estruturas que se assemelham formalmente às orações subordinadas, mas que possuem um comportamento sintaticamente independente, sendo cunhadas por ele, portanto, como insubordinadas. Assim, este trabalho analisa 29 textos do português arcaico, datados do século XIII, coletados no Corpus Informatizado do Português Medieval (CIPM), nos dois subcorpora Textos Notariais in Clíticos na História do Português e Chancelaria D. Afonso III, observando os usos das insubordinadas. Para isso, nossa análise leva em consideração os seguintes fatores: (i) introdutor da insubordinada; (ii) letra inicial empregada na insubordinada; (iii) modo verbal; (iv) vínculo da insubordinada com o cotexto ou o contexto; (v) função pragmática da insubordinada; (vi) relação semântica estabelecida pela insubordinada; (vii) padrão estrutural da insubordinada; e (viii) pontuação antes e depois da insubordinada. Nossos resultados evidenciam o uso legítimo dessas orações nos textos jurídicos do século XIII, a partir de diversas configurações formais e relações semânticas.pt_BR
dc.embargo.termsabertopt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11422/28178
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Rio de Janeiropt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Letraspt_BR
dc.publisher.initialsUFRJpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectLíngua portuguesapt_BR
dc.subjectEstudo e ensinopt_BR
dc.subjectPortuguês arcaicopt_BR
dc.subjectSintaxept_BR
dc.subjectLinguística históricapt_BR
dc.subjectFuncionalismopt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LINGUA PORTUGUESApt_BR
dc.titleEm foco a diacronia: um estudo de cláusulas insubordinadas em textos jurídicos do século XIIIpt_BR
dc.typeTrabalho de conclusão de graduaçãopt_BR

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