Entre violência e metamorfose: a representação da figura feminina em Ovídio
| dc.contributor.advisor | Mota, Arlete José | |
| dc.contributor.advisorLattes | http://lattes.cnpq.br/1268387557493516 | pt_BR |
| dc.contributor.referee1 | Souto Junior, Elio Marques de | |
| dc.contributor.referee1Lattes | http://lattes.cnpq.br/1445952904635849 | pt_BR |
| dc.creator | Costa, Hundara Teixeira Pimenta da | |
| dc.date.accessioned | 2026-07-19T12:16:48Z | |
| dc.date.available | 2026-07-21T03:00:11Z | |
| dc.date.issued | 2026-01-26 | |
| dc.description.resumo | Este trabalho analisa a representação do feminino em Ovídio, com atenção especial à relação entre mulher, violência e metamorfose nas Metamorfoses. Parte-se da hipótese de que a obra ovidiana torna visível uma fissura social, moral e representacional em torno da mulher na cultura romana: o feminino ocupa posição central na organização simbólica da família, da honra, do desejo e da memória, mas permanece frequentemente subordinado a discursos e forças narrativas que regulam seu corpo, sua voz e sua possibilidade de ação. Para desenvolver essa hipótese, o estudo situa Ovídio no contexto do período augustano, discute a posição da mulher na estrutura social romana e examina diferentes modos de representação feminina em obras como os Amores, as Heroides e a Arte de amar O núcleo da análise concentra-se nas Metamorfoses, observando episódios em que personagens femininas ou associadas ao feminino são perseguidas, violentadas, silenciadas, punidas ou transformadas. A metamorfose é compreendida não apenas como recurso maravilhoso ou etiológico, mas como procedimento narrativo capaz de tornar visíveis tensões em torno do corpo, do gênero, da violência e da representação. Episódios como os de Dafne, Io, Calisto, Eco, Filomela, Ífis, Cênis/Ceneu, Hermafrodito, Medusa e Aracne mostram que a transformação pode impedir uma violência imediata, ocultar um crime, prolongar uma punição, restringir a voz, reorganizar o corpo sexuado ou preservar, sob nova forma, o rastro da experiência sofrida. Conclui-se que as personagens femininas transformadas por Ovídio não desaparecem inteiramente, visto que permanecem como árvore, animal, voz, tecido, monstro, constelação, aranha ou corpo reconfigurado. Essa permanência, contudo, é marcada pela perda, revelando a força ambígua da representação feminina nas Metamorfoses. | pt_BR |
| dc.embargo.terms | aberto | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/11422/29719 | |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal do Rio de Janeiro | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.publisher.department | Faculdade de Letras | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFRJ | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.subject | Ovídio, 43 A.C.-17 D.C. | pt_BR |
| dc.subject | Metamorfoses | pt_BR |
| dc.subject | Crítica e interpretação | pt_BR |
| dc.subject | Mulheres na literatura | pt_BR |
| dc.subject | Violência na literatura | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURAS CLASSICAS | pt_BR |
| dc.title | Entre violência e metamorfose: a representação da figura feminina em Ovídio | pt_BR |
| dc.type | Trabalho de conclusão de graduação | pt_BR |