Da quimioterapia à cozinhaterapia: uma análise do estatuto morfológico do formativo-terapia no português brasileiro
| dc.contributor.advisor | Gonçalves, Carlos Alexandre Victorio | |
| dc.contributor.advisorLattes | http://lattes.cnpq.br/4603841659392622 | pt_BR |
| dc.contributor.referee1 | Paixão, Vivian Borges | |
| dc.contributor.referee1Lattes | http://lattes.cnpq.br/9905668617498369 | pt_BR |
| dc.creator | Souza, Carlos Augusto Carvalho de | |
| dc.date.accessioned | 2026-02-09T13:00:46Z | |
| dc.date.available | 2026-05-16T03:08:58Z | |
| dc.date.issued | 2025 | |
| dc.description.resumo | Constitui o objetivo deste trabalho apresentar algumas análises sobre o comportamento morfológico de formações com -terapia à margem direita de palavras complexas no Português Brasileiro. Sabe-se que a etimologia do formativo em questão se refere ao grego “θεραπεία”, significando “cura/tratamento” num contexto medicinal, dando forma a compostos como “αεροθεραπεία” ‘aeroterapia’ e “ακτινοθεραπεία” radioterapia’. À época do Renascimento, as línguas que faziam ciência na Europa recorreram a radicais gregos e latinos para estabelecer um vocabulário técnico-científico unificado. Nesse sentido, os manuais de Medicina valeram-se tanto do radical “terapia” quanto de seu formativo para cunhar os diferentes tratamentos de que dispunham. Assim, no português e noutras línguas, surgiram formações como “quimioterapia”, “musicoterapia” e “cardioterapia”, evidenciando suas características de composto neoclássico, segundo Gonçalves (2011b). No entanto, ao longo dos anos, o formativo -terapia encaminhou-se para além da esfera técnica, apresentando uma significação um pouco diferente da original. Ocorre, dessa forma, uma ressemantização do caráter medicinal que leva a uma nova percepção sobre o formativo, que remete a uma espécie de “relaxamento mental, práticas de bem-estar”. A nível de exemplificação, temos as recentes formações “sexoterapia”, “doceterapia”, “chocoterapia”, “cozinhaterapia” e “sambaterapia”, as quais aludem a práticas que possibilitam não necessariamente um tratamento medicinal, mas, sim, prazer. Para embasar esta análise, levantou-se um corpus com 232 formações do tipo X-terapia. Além disso, nota-se em dicionários e gramáticas que não há uma definição estabelecida de forma definitiva sobre o formativo em questão, expressando, portanto, uma inconsistência categorial. Por isso, impõe-se observar a categorização dessa unidade morfológica, submetendo-a à classe dos afixoides, uma vez que ela compartilha propriedades de palavra e de radical neoclássico, estando, assim, no meio do caminho entre a derivação e a composição neoclássica. | pt_BR |
| dc.embargo.terms | aberto | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/11422/28395 | |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal do Rio de Janeiro | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.publisher.department | Faculdade de Letras | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFRJ | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.subject | Língua portuguesa | pt_BR |
| dc.subject | Português brasileiro | pt_BR |
| dc.subject | Morfologia | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LINGUA PORTUGUESA | pt_BR |
| dc.title | Da quimioterapia à cozinhaterapia: uma análise do estatuto morfológico do formativo-terapia no português brasileiro | pt_BR |
| dc.type | Trabalho de conclusão de graduação | pt_BR |