“Olham para ela, mas não a veem”: subalternidade e invisibilidade feminina em Canção de ninar, de Leïla Slimani
| dc.contributor.advisor | Weigel, François | |
| dc.contributor.advisorLattes | http://lattes.cnpq.br/1540791527508277 | pt_BR |
| dc.contributor.referee1 | Catharina, Pedro Paulo Garcia Ferreira | |
| dc.contributor.referee1Lattes | http://lattes.cnpq.br/5897868722647940 | pt_BR |
| dc.creator | Souto, Ana Gabriele Branco Correia | |
| dc.date.accessioned | 2026-07-19T11:43:37Z | |
| dc.date.available | 2026-07-21T03:00:10Z | |
| dc.date.issued | 2026-06-26 | |
| dc.description.resumo | O presente trabalho propõe uma análise das relações de subalternidade e classe que atravessam o romance Canção de Ninar (2016), de Leïla Slimani, ganhador do Prix Goncourt no mesmo ano de sua publicação. A partir das duas figuras femininas centrais da narrativa — Myriam, a mãe, e Louise, a babá —, busca-se examinar de que maneira o cotidiano doméstico é politizado pela obra, revelando as tensões que estruturam o jogo social francês contemporâneo, sobretudo no que diz respeito ao trabalho de cuidado e à invisibilidade que o cerca. Para tanto, o trabalho mobiliza, principalmente, a noção de subalternidade formulada por Gayatri Spivak (2010), a violência simbólica e a dominação masculina em Pierre Bourdieu (2002), e a reflexão de Georg Simmel sobre a pobreza enquanto posição social em Les Pauvres (2002), em diálogo com as considerações de Geneviève Fraisse sobre servidão e liberdade (2021), e com a dialética hegeliana do senhor e do escravo, a partir da Fenomenologia do Espírito (HEGEL, 2002). Esse aparato teórico permite entender como o afeto, nessa narrativa, opera simultaneamente como ferramenta de dominação e de resistência, e como a violência simbólica se inscreve no corpo e nas relações das personagens antes mesmo de se manifestar de forma concreta. O corpus de análise é o próprio romance, e a investigação se organiza em dois capítulos, cada um dedicado a uma das personagens, privilegiando a análise qualitativa das relações de poder que as constituem e as opõem. Ao término da análise, o trabalho evidencia que a violência que encerra o romance não emerge do acaso, mas como expressão extrema de uma subalternidade que, sistematicamente silenciada, encontra na brutalidade sua única forma de enunciação. | pt_BR |
| dc.embargo.terms | aberto | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/11422/29718 | |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal do Rio de Janeiro | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.publisher.department | Faculdade de Letras | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFRJ | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.subject | Literatura francesa | pt_BR |
| dc.subject | Crítica e interpretação | pt_BR |
| dc.subject | Mulheres na literatura | pt_BR |
| dc.subject | Mulheres e literatura | pt_BR |
| dc.subject | Violência simbólica | pt_BR |
| dc.subject | Dominação masculina | pt_BR |
| dc.subject | Subalternidade | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LINGUAS ESTRANGEIRAS MODERNAS | pt_BR |
| dc.title | “Olham para ela, mas não a veem”: subalternidade e invisibilidade feminina em Canção de ninar, de Leïla Slimani | pt_BR |
| dc.type | Trabalho de conclusão de graduação | pt_BR |