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Petrologia das rochas metamáficas na base da formação Tiradentes: primeiros registros no rifteamento mesoproterozoico na região de São João Del Rei/MG

dc.contributor.advisorPires, Gustavo Luiz Campos
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/6024423729802120pt_BR
dc.contributor.referee1Ribeiro, André
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0217055111543883pt_BR
dc.contributor.referee2Correa Neto, Atlas Vasconcelos
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/9514776985789216pt_BR
dc.creatorSantos Junior, Marcelo Nery dos
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2221414392940519pt_BR
dc.date.accessioned2025-03-18T16:53:34Z
dc.date.available2026-05-16T03:08:50Z
dc.date.issued2025-03
dc.description.resumoNa borda sul do Cráton São Francisco, as rochas metassedimentares da Formação Tiradentes (Bacia São João del Rei) e das sequências Barroso e Prados (Bacia Carandaí) registram episódios de rifteamento no Meso-Neoproterozoico, associados ao sistema de riftes Espinhaço. A Formação Tiradentes consiste de uma sucessão de quartzitos, metapelitos e metaconglomerados, depositados em discordância angular sobre o embasamento paleoproterozoico de associações TTG-greenstone belts. Ao longo do contato com estes dois grupos de rocha, ocorre uma unidade de filitos de clorita-sericita-magnetita, ainda sem uma classificação estratigráfica e petrológica definida. O objetivo deste estudo consistiu em mapear essa unidade e caracterizar suas rochas mineralógica, textural e geoquimicamente, investigando seus protólitos e posição estratigráfica. Os métodos incluíram mapeamento de campo com descrição detalhada de afloramentos-chave, análise macroscópica de 17 amostras de filitos, petrografia de 13 lâminas e análise geoquímica de 4 amostras por ICP-MS. O mapeamento revelou que as rochas afloram na face sul da Serra de São José e, localmente, no sopé da Serra do Lenheiro, sempre abaixo do quartzito basal da Formação Tiradentes (Sequência Tiradentes). As rochas apresentam mergulhos de baixo ângulo, concordantes com os quartzitos, mas discordantes com as rochas paleoproterozoicas do Cinturão Mineiro, que têm mergulho moderado a alto. Em campo, essas rochas foram classificadas como filitos e/ou ardósias de clorita-sericita-magnetita, com granulação de muito fina a fina e proporções variadas desses minerais. A petrografia revelou deformação fraca, com clivagem contínua bem definida (S1), marcada por orientação preferencial de sericita e clorita. Duas fácies distintas de protólitos foram identificadas: afanítica e porfirítica rica em magnetita. A fácies afanítica tem matriz fina de clorita+sericita, com raros fenocristais de feldspato e 5 a 10% de cristais euédricos de magnetita. A fácies porfirítica rica em magnetita contém entre 10 e 25% de fenocristais de feldspato, com até 1000 μm, pseudomorfizados por sericita fina, carbonato ou epidoto, em matriz de clorita+sericita, além de abundância de cristais euédricos de magnetita (10 a 25%, <10 μm a ±1000 μm), em matriz fina de clorita+sericita. Franjas de deformação e deflexão de foliação em torno desses cristais de magnetita sugerem formação pré-tectônica (origem magmática). A geoquímica, baseada em elementos com baixa mobilidade durante o metamorfismo, indica que as rochas têm protólito similar, sendo o basáltico toleítico, com assinatura principalmente do tipo E-MORB e secundariamente do tipo OIB, em ambiente tectônico intraplaca rifte continental, sugerindo fusão mantélica profunda com retenção de granada na fonte. As rochas estudadas registram metamorfismo em fácies xisto verde, evidenciado por minerais como sericita, clorita, quartzo e cloritóide, este último sugerindo enriquecimento em Al₂O₃ devido à alteração pré-metamórfica. A saturação magmática em água e alta fugacidade de oxigênio pode ter favorecido a magnetita na fácies rica em magnetita. Além disso, comparações com as rochas vulcânicas de natureza alcalina do Sistema do Espinhaço indicam contexto tectônico semelhante, mas contrastando com a maior afinidade toleítica descrita nos metabasaltos. A natureza geoquímica e a posição estratigráfica sugerem que essas rochas representam os primeiros registros do rifteamento Mesoproterozoico na região.pt_BR
dc.embargo.termsabertopt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11422/25359
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Rio de Janeiropt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Geociênciaspt_BR
dc.publisher.initialsUFRJpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectMagmatismo máficopt_BR
dc.subjectGeoquímicapt_BR
dc.subjectRifte continentalpt_BR
dc.subjectSistema Espinhaçopt_BR
dc.subjectFormação Tiradentespt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEOLOGIApt_BR
dc.titlePetrologia das rochas metamáficas na base da formação Tiradentes: primeiros registros no rifteamento mesoproterozoico na região de São João Del Rei/MGpt_BR
dc.typeTrabalho de conclusão de graduaçãopt_BR

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