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Constelações da Boca do Céu: poéticas de uma esquizonauta ou formas de navegar o caósmos

dc.contributor.advisorNóbrega, Carlos Augusto Moreira da
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/4968573350698171pt_BR
dc.contributor.referee1Peixoto, Irene Mendonça
dc.contributor.referee1IDhttps://orcid.org/0000-0001-5923-8169pt_BR
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9391808821312683pt_BR
dc.contributor.referee2Borges, Hélia Maria Oliveira da Costa
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/8537262505464557pt_BR
dc.contributor.referee3Frega, Marina Ferreira
dc.contributor.referee3Latteshttp://lattes.cnpq.br/2013924313703633pt_BR
dc.contributor.referee4Basbaum, Ricardo
dc.contributor.referee4IDhttps://orcid.org/0000-0002-6886-8987pt_BR
dc.contributor.referee4Latteshttp://lattes.cnpq.br/2307960927958416pt_BR
dc.creatorSpadotto, Danielle de Cassia
dc.creator.IDhttps://orcid.org/0000-0001-6776-3326pt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5295146845824638pt_BR
dc.date.accessioned2026-07-09T19:05:30Z
dc.date.available2026-07-11T03:00:12Z
dc.date.issued2026-03-30
dc.description.abstractThis research was conducted by an artist and researcher diagnosed with schizophrenia. Grounded in self-reflexive experience and in schizophrenic modes of feel-think-being within contemporary society and culture, the study poses the following questions: if society and culture can be understood as exhibiting a schizophrenic affect or disposition, how might their processes of subjectivation be navigated? What lines of force are mobilized to mediate or stabilize processes of deterritorialization and reterritorialization? Which aesthetic elements or procedures operate within and around these dynamics? These questions structured the research, which developed in close relation to everyday life and, in turn, informed both the artistic practice and the theoretical inquiry through dialogue with artists and thinkers from the fields of art, philosophy, and psychoanalysis. Starting from the assumption that, in order to cope with the chaos established during psychotic episodes, individuals with schizophrenia develop coping strategies that take the form of a constellation - thus enabling orientation and engagement in the movement of life, allowing navigation between delirium (imagistic processes) and thought (conceptualization and abstraction) -, our hypothesis suggests that art, for the schizo subject, is not merely a therapeutic instrument that enables self-expression, but rather, and more fundamentally, an aesthetic dispositif that fosters the development of ethical and political thought in active relation to one’s historical, social, and cultural context, situating madness as a counter-colonial mode of creation, reflection, sharing, and knowledge production. Drawing on what Ken Gale has termed methodogenesis, the research both shaped and was shaped by the lived experiences encountered throughout its trajectory. The study examines key moments in Western thought that accompanied the emergence of schizophrenia as both a clinical pathology and a mode of production, while engaging in critical dialogue with theorists and artists whose work supports and expands the proposed analysis. In addition, the research considers works by both schizophrenic and non-schizophrenic artists in order to identify how constellational procedures manifest aesthetically and whether they reveal shared formal or conceptual characteristics. Finally, the project culminates in the creation of a schizophrenic poetic constellation composed of artworks that integrate and respond to the theoretical and conceptual contributions developed throughout the research.pt_BR
dc.description.resumoEsta pesquisa foi conduzida por uma artista e pesquisadora com diagnóstico de esquizofrenia. A partir da experiência autorreflexiva e dos modos de senti-pen-ser esquizofrênico em meio à sociedade e à cultura contemporânea nos perguntamos: se adotarmos que sociedade e cultura apresentam humor esquizofrênico, como atravessar seus processos de subjetivação? Quais linhas de força são agenciadas a fim de equalizar os processos de desterritorialização reterritorialização? Quais elementos ou procedimentos estéticos gravitam tais operações? Essas perguntas orientaram a pesquisa, que se deu em vívida relação com o cotidiano, o que, por sua vez, alimentou a investigação plástica e teórica em diálogo com outros artistas e pensadores da arte, da filosofia e da psicanálise. Partindo do pressuposto de que, para lidar com o caos instaurado durante os estágios psicóticos, a pessoa esquizo cria estratégias de enfrentamento que se conformam como constelação - o que lhe possibilita orientar-se e imbricar-se no movimento da vida, habilitando-a navegar entre delírio (imagens) e pensamento (conceitualizações, abstrações) -, nossa hipótese sugere que a arte, para a esquizo, não é apenas instrumento terapêutico que a permite expressar se, mas, principalmente, é um dispositivo estético para o desenvolvimento de um pensamento ético e político em vívida relação com o seu meio e tempo, localizando a loucura como forma contracolonial de criar, refletir, partilhar e acessar conhecimento. A partir do que Ken Gale convencionou chamar metodogênese, a pesquisa afectou e foi afectada pelas experiências vividas ao longo do percurso. Procuramos compreender os principais marcos do pensamento ocidental que acompanharam o advento da esquizofrenia como patologia e como modo de produção, ao mesmo tempo em que nos colocamos em diálogo com pensadores e artistas que corroboram nossa análise. Olhamos para trabalhos de outros artistas esquizos e não-esquizos, a fim de verificar como os procedimentos constelares se expressam e se, eventualmente, guardam traços comuns entre si. Por fim, buscamos criar uma constelação poética esquizo com obras de arte que considerem os aportes teóricos e conceituais trabalhados pela pesquisa.pt_BR
dc.embargo.termsabertopt_BR
dc.identifier.citationSPADOTTO, Danielle de Cassia. Constelações da boca do céu: poéticas de uma esquizonauta ou formas de navegar o caósmos. 2026. 307 f. Tese (Doutorado) - Curso de Artes Visuais, Escola de Belas Artes, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11422/29569
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Rio de Janeiropt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentEscola de Belas Artespt_BR
dc.publisher.initialsUFRJpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Artes Visuaispt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectEsquizofreniapt_BR
dc.subjectConstelaçõespt_BR
dc.subjectAfeto (Psicologia)pt_BR
dc.subjectPoéticapt_BR
dc.subjectSchizophreniapt_BR
dc.subjectConstellationspt_BR
dc.subjectAffect (Psychology)pt_BR
dc.subjectPoeticspt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES::FUNDAMENTOS E CRITICA DAS ARTESpt_BR
dc.titleConstelações da Boca do Céu: poéticas de uma esquizonauta ou formas de navegar o caósmospt_BR
dc.typeTesept_BR

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