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Mulher, corpo e sexualidade: uma reflexão a partir da oficina de afrofunk

dc.contributor.advisorBacal, Tatiana Braga
dc.contributor.advisorLatteshttps://lattes.cnpq.br/0940649091976543pt_BR
dc.contributor.referee1Mizrahi, Mylene
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4050651102536855pt_BR
dc.contributor.referee2Chaves, Wagner Neves Diniz
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/7230205307842966pt_BR
dc.creatorSilva, Juliana Moreira da
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4581260963500377pt_BR
dc.date.accessioned2026-03-25T14:58:43Z
dc.date.available2026-05-16T03:09:00Z
dc.date.issued2025-03-13
dc.description.abstractThis dissertation investigates the Afrofunk workshop as a space for the production of new meanings for the body and dance, articulating issues of race, gender, and sexuality. Funk, historically marginalized and subjected to moralizing discourses, is analyzed through the lived experiences within the workshop, observing how dancing bodies construct their own narratives, often in opposition to hegemonic and colonial interpretations. By considering the dancers and workshop participants as meaning-makers, this study seeks to understand how funk performance can function as a tool for re-signifying the body and the spaces it occupies. The research adopts an autoethnographic approach and participant observation as its primary methods, recognizing that the researcher’s body is also implicated in this field. Ethnography not only documents the workshop and its developments but also immerses itself in the experience, exploring how dance, musicality, and the interactions among participants shape a space of resistance and identity affirmation. Thus, bodily performances are analyzed through theoretical frameworks that engage with decolonial studies and the anthropology of the body and performance. The findings indicate that the Afrofunk workshop not only reaffirms funk as a peripheral cultural practice but also operates as a space for reclaiming bodies that have historically been controlled by racist and sexist discourses. In this sense, Afrofunk is more than just a space for technical dance learning; it is a site for the construction of subjectivities and the decolonization of the body, where funk becomes a tool for political and aesthetic agency. Finally, this research contributes to discussions on body, culture, and power by highlighting how popular cultural practices can challenge social hierarchies and produce new forms of existence.pt_BR
dc.description.resumoEsta dissertação investiga a oficina de Afrofunk como um espaço de produção de novos sentidos para o corpo e a dança, articulando questões de raça, gênero e sexualidade. O funk, historicamente marginalizado e alvo de discursos moralizantes, é analisado a partir das experiências vividas na oficina, observando como os corpos que dançam constroem narrativas próprias, muitas vezes em oposição a leituras hegemônicas e coloniais. Ao considerar as dançarinas e participantes da oficina como produtoras de sentido, busca-se compreender como a performance do funk pode operar como ferramenta de ressignificação do corpo e dos espaços que ele ocupa. A pesquisa adota uma abordagem autoetnográfica e a observação participante como principais métodos, reconhecendo que o corpo da pesquisadora também está implicado nesse campo. A etnografia não apenas documenta a oficina e seus desdobramentos, mas se insere na experiência, explorando como a dança, a musicalidade e as interações entre as participantes configuram um espaço de resistência e de afirmação identitária. Assim, as performances corporais são analisadas a partir de referenciais teóricos que dialogam com os estudos decoloniais e a antropologia do corpo e da performance. As conclusões apontam que a oficina de Afrofunk não apenas reafirma o funk como prática cultural periférica, mas também opera como um espaço de reapropriação dos corpos que historicamente foram controlados por discursos racistas e sexistas. Dessa forma, o Afrofunk é mais do que um espaço de aprendizado técnico da dança, trata-se de um espaço de construção de subjetividades e de descolonização do corpo onde o funk torna-se uma ferramenta de agência política e estética. Por fim, a pesquisa contribui para os debates sobre corpo, cultura e poder, ao evidenciar como práticas culturais populares podem tensionar hierarquias sociais e produzir novas formas de existência.pt_BR
dc.embargo.termsabertopt_BR
dc.identifier.citationSilva, Juliana Moreira da. Mulher, corpo e sexualidade: uma reflexão a partir da oficina de afrofunk. Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia. Rio de Janeiro, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11422/28959
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Rio de Janeiropt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Filosofia e Ciências Sociaispt_BR
dc.publisher.initialsUFRJpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectFunk (Música)pt_BR
dc.subjectFunk (Music)pt_BR
dc.subjectDançapt_BR
dc.subjectDancept_BR
dc.subjectMulherespt_BR
dc.subjectWomenpt_BR
dc.subjectCorpopt_BR
dc.subjectBodypt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIApt_BR
dc.titleMulher, corpo e sexualidade: uma reflexão a partir da oficina de afrofunkpt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR

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