Ativação da resposta imune em células embrionárias de Aedes aegypti (Aag2) mono e coinfectadas pelos vírus dengue e mayaro
| dc.contributor.advisor | Nascimento, Ana Cristina Bahia | |
| dc.contributor.advisorCo1 | Silva Neto, Valdir Braz da | |
| dc.contributor.referee1 | Azevedo, Renata Campos | |
| dc.contributor.referee2 | Polycarpo, Carla Ribeiro | |
| dc.contributor.referee3 | Amarante, Anderson de Mendonça | |
| dc.creator | Cardoso, Gean Àlef Ramos | |
| dc.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/3794226478598815 | pt_BR |
| dc.date.accessioned | 2025-09-18T14:45:38Z | |
| dc.date.available | 2026-05-16T03:08:39Z | |
| dc.date.issued | 2025-07-03 | |
| dc.description.resumo | As epidemias emergentes e reemergentes por arbovírus são um problema de saúde global. No Brasil, o vírus da Dengue (DENV) é epidemiologicamente relevante e sua transmissão a humanos, em áreas urbanas ou periurbanas, ocorre principalmente por mosquitos do gênero Aedes. Outro patógeno viral associado a surtos no país é o vírus Mayaro (MAYV), endêmico da região amazônica, onde o ciclo de transmissão ocorre em ambientes silvestres. No entanto, MAYV tem atraído atenção pelo potencial de ser transmitido por mosquitos urbanos e semiurbanos como A. aegypti e A. albopictus. Em áreas endêmicas, onde ambos os vírus coexistem, A. aegypti pode se coinfectar durante um único repasto sanguíneo. Estudos entre 2017 e 2018 relataram casos de coinfecção DENV/MAYV em áreas urbanas de Goiânia e do Peru. A expansão de MAYV para essas áreas se correlaciona ao desmatamento e à presença de vetores urbanos e periurbanos. A infecção do vetor por mais de um vírus representa um desafio imunológico, podendo ativar vias antivirais simultâneas e potencialmente antagônicas, além de promover competição intracelular por recursos replicativos. A resposta imune inata dos mosquitos é composta por vias celulares e humorais. A via humoral inclui a via das Quinases Janus/Transdutores de Sinal e Ativadores de Transcrição (JAK/STAT), Toll, Imunodeficiência (IMD) e a principal defesa antiviral, mediada pelas três vias de RNA de interferência (RNAi): pequenos RNAs de interferência (siRNAs), microRNAs (miRNAs) e RNAs de interação com Piwi (piRNAs). Compreender a ativação dessas vias é essencial para estratégias futuras de controle da transmissão destes arbovírus por vetores. Assim, o objetivo deste trabalho é investigar a expressão dos genes das vias JAK/STAT (Dome), Toll (Cactus), IMD (Rel2 e Caspar), siRNAs (Ago-2 e Dcr-2), miRNAs (Ago-1 e Dcr-1) e piRNAs (PIWI-4, PIWI-5, PIWI-6 e Ago-3) em células embrionárias de A. aegypti (Aag2) mono e coinfectadas após 7 dias (7 dpi) por DENV e MAYV com multiplicidade de infecção MOI-1. A técnica de qRT-PCR revelou maior expressão dos genomas virais em células monoinfectadas (7 dpi) em comparação às coinfectadas. Também analisamos a expressão das proteínas TEP-20 e Vago, análogas a opsoninas e citocinas de mamíferos, envolvidas na defesa contra patógenos, embora sem diferença significativa em relação ao controle. A viabilidade e a contagem celular (3/7 dpi), avaliadas por ensaio de MTT e câmara de Neubauer, mostraram maior redução em células coinfectadas do que nas monoinfectadas. A infecção por MAYV induziu a expressão dos genes PIWI-5, Ago1 e Dcr1, mas com menor intensidade que DENV. Diferente do DENV, MAYV não ativou significativamente PIWI-6, Ago3, Dcr2, Rel2, Dome e Cactus, indicando resposta imune mais restrita. A coinfecção mostrou padrão misto: genes como Dcr2, Dome e PIWI-6 tiveram expressão igual ou maior que nas monoinfecções (efeito sinérgico), enquanto PIWI-4, PIWI-5, Dcr1 e Ago1 foram suprimidos. Isso sugere que o DENV ativa mais eficientemente vias miRNA, piRNA, Toll, IMD e JAK/STAT, enquanto o MAYV atua parcialmente, possivelmente por menor coevolução com A. aegypti. Acreditamos que os resultados obtidos também podem impulsionar o desenvolvimento de estratégias de controle. | pt_BR |
| dc.embargo.terms | aberto | pt_BR |
| dc.identifier.citation | CARDOSO, G. A. R. (2025). Ativação da resposta imune em células embrionárias de Aedes aegypti (Aag2) mono e coinfectadas pelos vírus dengue e mayaro [Trabalho de Conclusão de Curso, Universidade Federal do Rio de Janeiro]. Repositório Institucional Pantheon. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/11422/27125 | |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal do Rio de Janeiro | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.publisher.department | Instituto de Microbiologia Paulo de Góes | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFRJ | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.subject | Aedes aegypti | pt_BR |
| dc.subject | Coinfecção | pt_BR |
| dc.subject | Arbovírus | pt_BR |
| dc.subject | Coinfection | pt_BR |
| dc.subject | Arboviruses | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::MICROBIOLOGIA | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::IMUNOLOGIA | pt_BR |
| dc.title | Ativação da resposta imune em células embrionárias de Aedes aegypti (Aag2) mono e coinfectadas pelos vírus dengue e mayaro | pt_BR |
| dc.type | Trabalho de conclusão de graduação | pt_BR |