Mudança categorial do verbo haver e expansão existencial do verbo ter no português brasileiro: análise em plataformas digitais (2015 - 2025)
| dc.contributor.advisor | Marins, Juliana Esposito | |
| dc.contributor.advisorLattes | http://lattes.cnpq.br/2570423322498863 | pt_BR |
| dc.contributor.referee1 | Silva, João Carlos Tavares da | |
| dc.contributor.referee1Lattes | http://lattes.cnpq.br/3336913684720887 | pt_BR |
| dc.creator | Araujo, Camille de Andrade | |
| dc.date.accessioned | 2026-04-02T20:30:15Z | |
| dc.date.available | 2026-05-16T03:09:00Z | |
| dc.date.issued | 2025 | |
| dc.description.resumo | Este trabalho investiga o comportamento dos verbos ter e haver em construções existenciais no português brasileiro contemporâneo, com ênfase na escrita digital menos monitorada. Nessa perspectiva, a pesquisa toma como base comparativa os dados analisados por Marins e Duarte (2019), extraídos de sites de reclamação e resenhas de viagem no período de 2015/2016, e os confronta com uma nova amostra composta por sentenças coletadas entre 2024 e 2025 nas plataformas Airbnb e Reclame Aqui. Em seguimento, o estudo adota como referencial teórico a Teoria de Princípios e Parâmetros, em sua versão não lexicalista, e a Morfologia Distribuída, buscando compreender a reconfiguração categorial do verbo haver, que deixa de operar como verbo existencial funcional e passa a apresentar forte especialização semântica de valor eventivo. Dessa forma, a análise concentra-se em dois fatores linguísticos centrais: o tempo verbal e o traço semântico do argumento interno. Portanto, os resultados confirmam a consolidação do verbo ter como forma predominante nas construções existenciais em contextos de menor monitoramento, enquanto haver se mantém como marca de formalidade nos textos de reclamação. No plano qualitativo, observa-se o avanço da especialização semântica do radical houv-, que passa a selecionar majoritariamente argumentos abstratos e eventivos, reforçando sua aproximação a verbos como ocorrer e acontecer. Por fim, a comparação entre as duas amostras evidencia que não há desaparecimento de haver, mas uma redistribuição funcional progressiva, marcada pela divisão de trabalho entre os dois verbos no sistema do português brasileiro atual. | pt_BR |
| dc.embargo.terms | aberto | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/11422/29019 | |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal do Rio de Janeiro | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.publisher.department | Faculdade de Letras | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFRJ | pt_BR |
| dc.rights | Acesso Aberto | pt_BR |
| dc.subject | Língua portuguesa | pt_BR |
| dc.subject | Estudo e ensino | pt_BR |
| dc.subject | Português brasileiro | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LINGUA PORTUGUESA | pt_BR |
| dc.title | Mudança categorial do verbo haver e expansão existencial do verbo ter no português brasileiro: análise em plataformas digitais (2015 - 2025) | pt_BR |
| dc.type | Trabalho de conclusão de graduação | pt_BR |