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A investigação social em concursos públicos: uma análise da vedação à pena perpétua frente à moralidade administrativa

dc.contributor.advisorMartins, Antonio José Teixeira
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/1544798772226280pt_BR
dc.contributor.referee1Nunes, Daniel Capecchi
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4002975313506432pt_BR
dc.creatorRoberto, Yan de Moraes Araújo
dc.date.accessioned2026-02-24T14:33:38Z
dc.date.available2026-05-16T03:08:59Z
dc.date.issued2025
dc.description.resumoA presente monografia investiga a tensão entre a exigência de moralidade administrativa, que fundamenta a fase de investigação social em concursos públicos, e a vedação constitucional ao caráter perpétuo das penas (art. 5º, XLVII, 'b', CF/88), bem como os direitos à ressocialização e à dignidade da pessoa humana. O objetivo central é analisar como o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) tem ponderado esses princípios em suas decisões sobre a eliminação de candidatos. Metodologicamente, realizou-se uma pesquisa jurisprudencial qualitativa, examinando 35 julgados do TJSP, proferidos entre 2014 e 2025, referentes a Varas da Fazenda Pública e Câmaras de Direito Público. Os resultados indicam que o TJSP, com 54,3% de decisões favoráveis aos candidatos no universo pesquisado, busca um equilíbrio, com tendência a anular eliminações baseadas em fatos pretéritos remotos, de menor gravidade – especialmente atos infracionais ou ocorrências sem condenação definitiva transitada em julgado –, valorizando a conduta atual, a transparência do candidato e o transcurso temporal. Contudo, mantém exclusões em casos de condenações penais por crimes graves e/ou recentes, omissões deliberadas e relevantes de informações no formulário, ou um conjunto de fatores desabonadores que indiquem incompatibilidade com as responsabilidades do cargo. Conclui-se que, embora o TJSP demonstre um esforço em harmonizar os princípios, aplicando a razoabilidade e a proporcionalidade, persistem desafios na consolidação de critérios uniformes que efetivamente impeçam a investigação social de configurar uma sanção perpétua, resguardando o imperativo da ressocialização frente à necessária probidade administrativa.pt_BR
dc.embargo.termsabertopt_BR
dc.identifier.citationROBERTO, Yan de Moraes Araújo. A investigação social em concursos públicos: uma análise da vedação à pena perpétua frente à moralidade administrativa. 2025. 52 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) - Faculdade Nacional de Direito, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11422/28590
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Rio de Janeiropt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade Nacional de Direitopt_BR
dc.publisher.initialsUFRJpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectConcurso públicopt_BR
dc.subjectDireitos e garantias individuaispt_BR
dc.subjectInvestigação da vida pregressapt_BR
dc.subjectMoralidade administrativapt_BR
dc.subjectPrisão perpétuapt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO::DIREITO PUBLICO::DIREITO ADMINISTRATIVOpt_BR
dc.titleA investigação social em concursos públicos: uma análise da vedação à pena perpétua frente à moralidade administrativapt_BR
dc.typeTrabalho de conclusão de graduaçãopt_BR

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