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Aspectos toxicológicos decorrentes do consumo excessivo da cantaxantina utilizada no processamento tecnológico de trutas salmonadas

dc.contributor.advisorLatini, Juliana Tomaz Pacheco
dc.contributor.advisorCo1Blanc, Helene Nara Henriques
dc.contributor.advisorCo1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7109489856293054pt_BR
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/4232978216805700pt_BR
dc.creatorCintra de Souza, Brenda
dc.creator.ID15080772743pt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1714124321692072pt_BR
dc.date.accessioned2023-12-20T21:10:09Z
dc.date.available2026-05-16T03:00:37Z
dc.date.issued2016-04
dc.description.resumoA cantaxantina é um corante muito utilizado em pescados de cativeiro, em especial o salmão e a truta. É utilizada em fraudes alimentares com trutas salmonadas, que acabam sendo comercializadas como salmão devido à cor laranja da cantaxantina. Porém, seu uso, mesmo em pequenas quantidades, resulta em riscos para a saúde, como a retinopatia por excesso de cantaxantina e alterações hepatológicas, como aumento da atividade das enzimas hepáticas. Tendo em vista a escassez de trabalhos publicados, objetiva-se avaliar os aspectos toxicológicos associados ao consumo excessivo de cantaxantina. No ensaio biológico de 60 dias, foram utilizados 21 camundongos swiss (Mus musculus), machos, divididos em três grupos experimentais (n=7): Grupo Controle Caseína (GCC): animais alimentados com ração à base de caseína, recebendo água ad libitum; Grupo Controle + Truta Salmonada (GTS): animais alimentados com ração à base de caseína + 6% de truta salmonada liofilizada, recebendo água ad libitum; e Grupo Controle + Cantaxantina (GC): animais alimentados com ração à base de caseína, recebendo adição de 6% de suplemento de cantaxantina e água ad libitum. Durante o ensaio biológico, os animais foram mantidos em gaiolas de polipropileno, em ambiente com temperatura constante (22ºC ± 2ºC) e iluminação controlada (ciclo claro e escuro de 12/12 horas). A caracterização da composição centesimal das amostras de pescado e de rações experimentais se deu de acordo com as técnicas descritas por Gonçalves (2009). Para a determinação da eficácia protéica das rações através do Protein Efficiency Ratio (PER) foi realizada a pesagem dos animais e das rações ofertadas duas vezes por semana para verificar a quantidade ingerida de cada animal e variação de peso dos mesmos. Ao final do experimento, estes foram anestesiados com tiopental (Tiopentax® - 0,6 ml/100g pc, i.p.) para a coleta do sangue, que foi centrifugado e o soro obtido utilizado para quantificação do perfil sorológico (colesterol total (CT), triglicerídios (TGL) e AST (aspartato aminotransferase)). Os fígados foram removidos e armazenados em formalina a 10% por 48h, incluídos em parafina e corados pelo método histológico da hematoxilina & eosina. As alterações celulares encontradas neste material foram lidas em microscópio óptico observando-se a presença de figuras de mitose, binucleação, esteatose, megalocitose, presença de infiltrado inflamatório, hemorragia, hiperemia, necrose e fibrose. Os resultados demonstram que as rações experimentais estavam de acordo com o previamente balanceado. Os valores de PER obtidos foram: GCC 2,343; GC 1,506 e GTS 1,010. Observamos que o GTS se apresentou significativamente inferior ao GCC e GC, sendo p= 0,0006, sugerindo uma ação negativa da cantaxantina. Não foi observada diferença estatística entre os grupos para os valores de AST, TGL e CT. Os resultados histopatológicos demonstraram que o grupo controle apresentou arquitetura hepática normal. O grupo cantaxantina e truta salmonada apresentaram megalocitose e binucleação. Em um dos animais do grupo truta salmonada foi observada esteatose hepática e hiperemia. Concluímos que a cantaxantina apresentou toxidade no que se refere à alimentação dos animais. Entretanto, acreditamos ser necessário um tratamento por maior período de tempo para que seu efeito seja mais bem compreendido.pt_BR
dc.embargo.termsabertopt_BR
dc.identifier.citationSOUZA, Brenda Cintra de. Aspectos toxicológicos decorrentes do consumo excessivo da cantaxantina utilizada no processamento tecnológico de trutas salmonadas. 2016. 46 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Farmácia) - Colegiado de Ensino de Graduação - Macaé, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Macaé, 2016.pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11422/22242
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal do Rio de Janeiropt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentInstituto de Ciências Farmacêuticaspt_BR
dc.publisher.initialsUFRJpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectCantaxantinapt_BR
dc.subjectTruta (Peixe)pt_BR
dc.subjectToxicologia de alimentospt_BR
dc.subjectContaminação de alimentospt_BR
dc.subjectCorantespt_BR
dc.subjectCanthaxanthinpt_BR
dc.subjectTrout (Fish)pt_BR
dc.subjectFood toxicologypt_BR
dc.subjectFood contaminationpt_BR
dc.subjectColoring agentspt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FARMACIApt_BR
dc.titleAspectos toxicológicos decorrentes do consumo excessivo da cantaxantina utilizada no processamento tecnológico de trutas salmonadaspt_BR
dc.typeTrabalho de conclusão de graduaçãopt_BR

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